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Parceiro do clube discorda de gestão e corta gastos extras com o Guarani

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Um mês depois de o Guarani garantir o acesso da Série C para a Série B do Campeonato Brasileiro, a diretoria entrou em choque com o maior parceiro do clube, o Grupo Magnum. Roberto Graziano, presidente do grupo, alega ter perdido a confiança na atual direção do clube e não acreditar mais no projeto desenvolvido entre as partes.

Este acordo incluía a venda do estádio Brinco de Ouro, em Campinas (SP), para a execução de empreendimentos imobiliários e a construção de um novo estádio, centro de treinamento e até um ginásio poliesportivo. Em troca disso, o grupo assumiu a responsabilidade de quitar acordos trabalhistas que se arrastavam por mais de 15 anos. O problema é que, nos últimos dois anos, a atual direção deixou acumular cerca de 130 novas ações trabalhistas, em um valor estimado de R$ 28 milhões.


"Simplesmente a conta não fecha. Se não quitar estas ações, em dois anos isso vai virar R$ 80 milhões e vai inviabilizar qualquer tipo de empreendimento ou projeto", afirmou Graziano, em tom emocionado, e até chorando em alguns momentos em suas declarações dadas à rádio Bandeirantes, de Campinas, nesta quarta-feira.

Por causa da falta de controle da diretoria, Graziano queria que fosse convocada uma assembleia geral de sócios para apresentar a situação e ter uma posição oficial. O presidente do Grupo Magnum alegou que este ano aplicou perto de R$ 7 milhões no clube para ajudar no acesso e aplicou um total de quase R$ 100 milhões, incluindo as ações quitadas junto à Justiça do Trabalho.


A diferença das partes é sobre a gestão do clube. Apesar do alerta feito pelo empresário, ele promete cumprir tudo o que combinou, inclusive o pagamento mensal de R$ 350 mil por mês. Ele espera levantar no projeto imobiliário algo em torno de R$ 200 a R$ 250 milhões, dos quais caberia ao Guarani apenas 14% - um total perto de R$ 35 milhões. É pouco quando se prevê um déficit futuro de R$ 80 milhões em ações.

O presidente do Guarani, Horley Senna, prometeu dar a sua versão do caso nesta quinta-feira em entrevista coletiva. Mas já adiantou que não será candidato à reeleição em março próximo. A crise, oficialmente, está aberta no Brinco de Ouro.

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