Para reaver investimento milionário, família coloca Olympique de Marselha à venda
Mais Esportes|Do R7
Um dos clubes de futebol mais tradicionais e com maior torcida da França, o Olympique de Marselha está à venda. Depois de dois anos de estudos sigilosos realizados pelo banco Rothschild, a atual proprietária, Margarita Louis-Dreyfus, anunciou que colocará fim à sua participação no único campeão francês da Liga dos Campeões da Europa, que herdou do marido e do qual determinou os rumos nos últimos 20 anos.
Depois de injetar mais de 40 milhões de euros nos últimos cinco anos, a família espera recuperar o investimento, mas o preço da venda não foi fixado. As especulações sobre o valor do clube são as mais variáveis possíveis e vão de 50 milhões a 100 milhões de euros, dependendo do estudo econômico considerado. Só o centro de treinamentos Robert Louis-Dreyfus é avaliado em 20 milhões de euros, mas esse é um dos problemas do clube: ele não tem patrimônio.
O estádio do qual joga, o Vélodrome, um colosso para 48 mil espectadores inaugurado em 1937 e recém-reformado pela prefeitura de Marselha para abrigar jogos da Eurocopa deste ano, em junho, é público. Para utilizá-lo, o clube paga um aluguel anual baixo, de 4 milhões de euros, e fica com a maior parte da bilheteria dos jogos. Assim como alguns clubes brasileiros, o Olympique ainda não conseguiu comercializar o nome de seu estádio no modelo "naming rights" e também não tem essa fonte de receitas.
Sua força, dizem economistas do esporte, está no valor de sua marca. Embora superado ao longo dos últimos anos por Lyon, Bordeaux e Paris Saint-Germain, nova força hegemônica do futebol francês, o Olympique continua a ser o clube mais popular e o que gera maior engajamento e fanatismo entre torcedores, segundo a agência Repucom, que analisa a força das marcas de futebol.
Se não está mergulhado em dívidas graças à sua proprietária, o clube ainda assim terá de buscar um novo dono. A única coisa certa até aqui é o perfil do potencial comprador: o novo OM, como o clube é chamado na França, terá um bilionário mecenas, um investidor "oportunista" - que o compre, o valorize e o revenda - ou um fundo de investimentos como o que gerencia o arquirrival Paris Saint-Germain. A questão é quem será o novo proprietário do clube.
Nas últimas semanas se especulou que um pool de investidores estrangeiros estaria se organizando para formalizar uma oferta pelo gigante do sul francês. Entre os supostos interessados estariam árabes - a exemplo do Paris Saint-Germain, que tem um fundo do Catar como proprietário - e pelo menos um magnata europeu. As portas da proprietária do Olympique, entretanto, seguirão abertas para os investidores.





