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Para fazer história novamente, San Lorenzo estreia no Mundial contra surpresa

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Marrakech (Marrocos), 16 dez (EFE).- Depois da conquista do título inédito da Taça Libertadores em agosto, o San Lorenzo quer continuar fazendo história e se sagrar campeão do Mundial de Clubes, mas para chegar ao menos à final terá que passar pela surpresa da competição, o Auckland City, nesta quarta-feira no Estádio de Marrakech. Em baixa no fim da última década e no começo da atual, o 'Ciclón' correu sério risco de rebaixamento na Argentina, mas deu a volta por cima em grande estilo. Levou a melhor no Torneio Inicial em 2013 e neste ano sentiu pela primeira vez em sua história o gosto de ser o melhor da América. A empolgação pela possibilidade de escrever mais um capítulo vitorioso em um clube de 106 anos empolga os jogadores e a comissão técnica do representante da Conmebol, mas todos garantem estar com os pés no chão. "Chegamos muito bem, mas sem atirar manteiga no teto", declarou o volante Néstor Ortigoza, usando uma expressão tipicamente argentina para expressar humildade. O San Lorenzo chega ao Mundial como francoatirador, diante do amplo favoritismo do Real Madrid, mas uma eliminação na semifinal seria considerada um fracasso. Para que isso não aconteça, conta com a experiência do técnico Edgardo Bauza, que disputou o torneio em 2008 à frente da LDU. Na ocasião, o time de Quito perdeu para o Manchester United na decisão. Bauza poderá contar com um de seus jogadores mais experientes, o meia Romagnoli, que foi desfalque na última parte do Torneio Transición devido a uma luxação no cotovelo. No entanto, será suplente, com Verón e Barrientos responsáveis pela armação. A única dúvida do treinador estava na zaga. Yepes se recuperou de dores no tornozelo esquerdo e formará dupla com Kannemann. Cetto, que vinha tendo problemas na panturrilha esquerda, será reserva. Pela frente, o 'Ciclón' terá a grande surpresa do Mundial. Recordista de participações no torneio, com seis, o Auckland está nas semifinais pela primeira vez, depois de ter eliminado o anfitrião Moghreb Tétouan nos pênaltis e o ES Sétif, da Argélia, com um triunfo por 1 a 0. Com um esquema 4-1-4-1, o campeão da Oceania demonstrou rigor tático e força ofensiva, que não sofreu gols em 210 minutos, mas sem abrir mão de ter a bola. Prováveis escalações:. San Lorenzo: Torrico; Buffarini, Yepes, Kannemann e Más; Ortigoza, Mercier e Kalinski; Verón e Barrientos; Cauteruccio. Técnico: Edgardo Bauza. Auckland City: Williams; Berlanga, Irving, Dordevic e Iwata; Vicelich, Bilen, De Vries, Payne e Tade; Tavano. Técnico: Ramon Tribulietx. Árbitro: Benjamin Williams (Austrália), auxiliado por seus compatriotas Matthew Cream e Paul Cetrangolo. Estádio de Marrakech (Marrocos). EFE rmm/dr

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