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BRASILEIRO 2022

Paixão de geração em geração garante o futuro da Portuguesa nas arquibancadas

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O pai José Luis, de 64 anos, o filho André, de 39, e o neto Murilo, de 5, carregam no sangue o amor incondicional pela Portuguesa. A família Botelho torce para que o time possa escapar do rebaixamento à Série D do Campeonato Brasileiro neste domingo, mas são categóricos em afirmar que o sentimento que passou de uma geração para outra nunca mudará. O futuro, ao menos nas arquibancadas, está garantido.

"Muitas pessoas me dizem que quando o meu filho entender um pouco mais, ele vai mudar de clube. Costumo falar com o Murilo da fase difícil da equipe e, por isso, não tenho medo nenhum. Porque sei que ele não vai trocar de time", garantiu André, que deixou de ir apenas a uma partida da Portuguesa na campanha na Série C.


Neste domingo, ele estará em Osasco (SP) para o jogo decisivo contra o Guaratinguetá. "Sempre que volto para casa após um jogo, falo para minha mulher que não vou mais ao estádio, que não quero mais passar nervoso, mas não tem jeito, é paixão", comentou.

Como André costuma dizer, o culpado é o pai. Jose Luis desembarcou no Brasil na década de 1970 vindo de Portugal e logo adotou o time do Canindé para torcer. "Ele estava naquele jogo da contagem errada de pênaltis em 1973", comentou o filho, referindo-se à final do Campeonato Paulista entre Portuguesa e Santos, no estádio do Morumbi, que terminou com o título dividido por um erro do árbitro Armando Marques.

Além do pai, André sofreu influência do irmão mais velho, Marcio (42 anos). O mais novo, Ricardo (36), também é torcedor da Portuguesa. "Não me lembro de ter ficado nenhum dia em dúvida sobre qual time torcer", comentou. "É um amor que não tem explicação. Se o clube fosse administrado com o amor que temos, nunca estaria nesta situação difícil", disse André.

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