Pacquiao ainda pode conquistar vaga no Senado filipino apesar de declaração contra gays
Campeão mundial de boxe disse que homossexuais são "piores do que animais"
Mais Esportes|Do R7

Apesar de todas as críticas que recebeu por comentários homofóbicos e da perda de um contrato de patrocínio lucrativo com a Nike, o campeão mundial de boxe Manny Pacquiao ainda parece a caminho de conquistar uma vaga no Senado das Filipinas na eleição de maio, de acordo com analistas políticos.
A Nike , maior empresa de artigos esportivos do mundo, cancelou na quarta-feira (17) seu contrato com o boxeador e político de 37 anos, que conquistou títulos mundiais de boxe em oito categorias de peso diferentes, depois que ele descreveu os homossexuais como "piores do que animais".
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Mas os eleitores das Filipinas, onde mais de 80 por cento da população de 100 milhões de habitantes é católica, não parecem dispostos a abandonar o maior herói do esporte do país, que concorre a uma das 12 cadeiras em disputa no Senado no dia 9 de maio.
O pugilista se desculpou pelos comentários, e analistas acreditam que a polêmica prejudicou pouco sua campanha.
"Pacquiao ofendeu claramente a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros com seus comentários sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas este grupo representa uma minoria, e isso não irá afetar a popularidade do boxeador entre os eleitores", afirmou Benito Lim, professor de ciência política da Universidade Ateneo de Manila, administrada por jesuítas, à Reuters.
"Ele ainda pode vencer as eleições".
Muitos filipinos comuns acham que Pacquiao cometeu um erro em seus comentários sobre o casamento homossexual por ter ofendido algumas pessoas.
Muitos, porém, estão mais interessados no que acontecerá em abril, quando Pacquiao tentará recuperar o título de peso meio-médio da Organização Mundial de Boxe (WBO, na sigla em inglês), que ele perdeu para Floyd Mayweather no ano passado.
Pacquiao enfrentará o norte-americano Timothy Bradley na luta, tida como a sua última.












