Logo R7.com
RecordPlus
BRASILEIRO 2022

Oferta de canal público por direitos da 'Champions' provoca crise em Portugal

Mais Esportes|Do R7

  • Google News

Antonio Torres del Cerro. Lisboa, 6 dez (EFE).- A proposta milionária da "RTP" para comprar os direitos de transmissão da Liga dos Campeões da Europa, poderá custar nos próximos dias a destituição da diretoria da emissora pública portuguesa de televisão, que não teria consultado as autoridades do país sobre a negociação. A oferta, que não teve valores divulgados, mas se especula ter girado em torno de 15 milhões de euros (R$ 47,6 milhões), está ganhando espaço nos noticiários, por envolver o governo, que tenta contornar crise econômica, o parlamento do país, além das emissoras privadas. A proposta da empresa financiada majoritariamente com recursos públicos, valeria para as próximas três edições da competição. O Conselho Geral Independente (CGI), órgão que visa manter a emissora longe da influência do governo, foi quem iniciou a polêmica. O CGI divulgou não ter sido consultado sobre a negociação com a Uefa. Com isso, o órgão viu motivos suficientes para pedir ao governo a destituição da diretoria da "RTP". O Executivo, que já tinha demonstrado descontentamento com o uso de dinheiro público para comprar competições de futebol, já aceitou a solicitação da CGI. A medida, no entanto, poderá levar um mês para ser colocada em prática. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social de Portugal, no entanto, censurou a decisão, apontando que a "RTP" não tinha obrigação de comunicar o CGI. A antiga ministra de finanças do país e candidata ao cargo de primeira-ministra em 2009, Manuela Ferreira Leite, aproveitou para criticar a rede de entidades e órgãos que foram criadas ao redor da "RTP", incluindo o Conselho Geral Independente. Atual primeiro-ministro e chefe do Poder Executivo do país, Pedro Passos Coelho evitou falar sobre o assunto e garantiu que a interlocutora para debater o tema é a CGI, que é formada por seis membros. O órgão tem como presidente o vice-reitor da Universidade de Lisboa, Antônio Feijó. A "TVI", emissora controlada pelo grupo espanhol Prisa, por sua vez, atacou a "RTP", garantindo que o valor está 40% acima do preço correto de mercado. Além disso, há críticas quando a rentabilidade do negócio, já que os canais privados têm direito ao dobro do tempo de emissão de publicidade da emissora pública. O parlamento português convocou uma reunião para o meio deste mês, com integrantes da "RTP", do Conselho Geral Independente e do governo do país, para discutir o assunto. EFE atc/bg

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.