Neymar e Messi, que nada! Diego Tardelli brilha e garante vitória do Brasil
Mais Esportes|Do R7
Pequim, 11 out (EFE).- A edição 2014 do Superclássico das Américas tinha Neymar e Lionel Messi como protagonistas antes de a bola rolar, mas quem brilhou neste sábado foi Diego Tardelli, autor dos dois gols do Brasil na vitória sobre a Argentina por 2 a 0, no estádio Ninho do Pássaro, na poluída Pequim, na China. O duelo chegou a estar ameaçado por cancelamento, já que alerta laranja, o segundo em nível de gravidade de poluição estava ativado na capital do país asiático. E vento e chuva deram as caras nas horas que antecederam o encontro, acabaram amenizando o problema. Com o "vilão" da polução fora de cena, foi a vez de Tardelli dar o que falar. Se em sete jogos até então, o atacante do Atlético Mineiro não tinha marcado, hoje foram dois gols, o primeiro aos 27 do primeiro tempo, e o segundo aos 19 da etapa complementar. Com o 2 a 0, o Brasil mantém a hegemonia no Superclássico das Américas desde a retomada da disputa entre os dois país em 2011. Em três edições (em 2013 não houve disputa), são três troféus obtidos contra o principal rival continental. Além disso, Dunga mantém aproveitamento de 100% desde seu retorno, já que antes do duelo com os argentinos, foram duas vitórias, sobre Colômbia e Equador. Além disso, com a seleção principal, o técnico segue invicto contra os argentinos, com cinco resultados positivos e um empate. Diferentemente dos últimos Superclássicos quando apenas jogadores que atuavam na América do Sul podiam ser convocados, por a disputa não acontecer em datas Fifa, desta vez os técnicos puderam escalar força máxima. Com isso, os principais astros dos dois países, Neymar e Lionel Messi, foram para o jogo. O time liderado por Messi em campo e por Gerardo Martino fora dele, começou o jogo no melhor estilo Barcelona. Tocando muita bola na intermediária ofensiva, com Di María organizando as jogadas, sempre procurando o camisa 10 da seleção 'albiceleste'. Aos 6 minutos, no entanto, Agüero foi o protagonista, quando invadiu a área pelo lado esquerdo do ataque, driblou facilmente Danilo e parou na marcação de Miranda, em lance que os argentinos pediram pênalti, que foi ignorado pelo árbitro chinês Fan Qi. Melhor armada em campo, a seleção vice-campeã mundial não conseguia levar perigo, apesar de finalizar mais ao gol. Aos 19, Di María arriscou, chutando da entrada da área, mas sem sucesso em acertar a meta defendida por Jefferson. Como quem não faz leva, o Brasil se aproveitou da ineficiência do ataque argentino para sair na frente do placar. Aos 27, Oscar cruzou da direita, Zabaleta e Federico Fernandez bateram cabeça, e permitiram que Diego Tardelli emendasse de primeira para o fundo das redes. Quatro minutos depois, os pentacampeões tiveram a chance de ampliar a vantagem, quando Neymar arrancou da intermediária, passou por um marcador, mas na hora de finalizar, deu um toque a mais na condução da bola e desperdiçou a chance, em bola que nem na linha de fundo chegou. Aos 39, o chinês Fan Qi mostrou que estava disposto a ser personagem ativo do jogo. Depois do pênalti não marcado em Agüero, o árbitro marcou falta inexistente de Danilo em Di María. Messi foi para a cobrança da penalidade, mas parou em defesa de Jefferson, que comemorou como se fosse um gol, ter parado o camisa 10 argentino. No segundo tempo, os dois times mostraram muita disposição em buscar mais gols. Aos 2 minutos, Filipe Luís recebeu na esquerda e bateu para fora. Em seguida, foi a vez de Di María desperdiçar chance parecida com a de Neymar no primeiro tempo, mas o jogador do Manchester United sequer finalizou, sendo travado por Miranda. Enquanto isso, Neymar, que já havia sofrido várias faltas duras no primeiro tempo, passou a ser caçado em campo. Mascherano levou cartão amarelo logo aos 2 minutos por falta no atacante. Aos 13, foi a vez de Demichelis chegar na maldade, em lance a centímetros da lateral esquerda da área. Na cobrança de falta deste segundo lance, Oscar tentou surpreender Romero, soltando uma bomba em direção ao gol, mas parou em ótima defesa do goleiro argentino, que mostrou muito reflexo para dar um soco e evitar que o Brasil ampliasse. Aos 18, Mascherano quase virou vilão, ao tentar cortar uma bola na entrada da área e quase acertar o próprio gol, em bola que saiu pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio, no entanto, a seleção verde e amarela chegou ao gol, quando Oscar cobrou escanteio, David Luiz desviou no primeiro pau, e Diego Tardelli apareceu no segundo para cabecear para o fundo das redes. Aos 36 minutos do segundo tempo, o placar poderia ter ficado mais elástico, quando Luiz Gustavo acertou lançamento primoroso para Neymar, que disparou e deu leve toque de perna direita, tentando encobrir Romero. Caprichosamente, a bola acabou batendo do lado de fora da rede, por cima do gol. Logo em seguida ao lance de perigo, Tardelli, o goleador da noite, deixou o gramado para a entrada de Kaká, que foi ovacionado pelos torcedores chineses presentes no Ninho do Pássaro. A euforia se repetia a cada vez que o jogador do São Paulo tocava na bola, apesar da atuação discreta. Nos minutos finais do jogo, uma preocupação para o Brasil - e também para o Paris Saint-Germain -, com David Luiz sentindo lesão muscular. O zagueiro acabou substituído por Gil. No último lance de perigo do jogo, o apagado Messi teve chance de balançar as redes, em cobrança de falta da entrada da área. O camisa 10 bateu com muito veneno, mas a bola acabou saindo à direita do gol defendido por Jefferson. Ficha técnica. Brasil: Jefferson; Danilo, Miranda, David Luiz (Gil) e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias, Oscar e Willian; Neymar (Robinho) e Diego Tardelli (Kaká). Técnico: Dunga. Argentina: Romero, Zabaleta, Demichelis, Federico Fernández e Rojo; Mascherano, Pereyra (Pérez) e Lamela (Pastore); Di María, Messi e Agüero (Higuaín). Técnico: Gerardo Martino. Árbitro: Fan Qi (China), auxiliado pelos compatriotas Huo Weiming e Um Yuxin. Gols: Diego Tardelli (2) (Brasil). Cartões amarelos: David Luiz e Danilo (Brasil); Mascherano (Argentina). Estádio: Ninho do Pássaro, em Pequim (Japão). EFE bg/rd











