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Nervoso e sem inspiração, Brasil perde para a Colômbia e fica ameaçado

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Santiago (Chile), 17 jun (EFE).- Em sua pior atuação desde as derrotas para Alemanha e Holanda na última Copa do Mundo, a seleção brasileira demonstrou apatia e nervosismo, perdeu para a Colômbia por 1 a 0 pelo grupo C da Copa América nesta quarta-feira no Estádio Monumental, em Santiago, e viu a classificação para as oitavas de final ficar ameaçada. O gol marcado por Murillo no primeiro tempo derrubou a invencibilidade de 11 partidas do técnico Dunga na volta ao comando da equipe pentacampeã e embolou a chave. Brasileiros e colombianos somam três pontos cada, assim como a Venezuela, que nesta quinta jogará contra o Peru em Valparaíso. A seleção buscará a classificação contra os venezuelanos no próximo domingo, novamente no Monumental, e não contará com Neymar. O capitão já estaria suspenso devido ao segundo cartão amarelo, mas, para piorar, foi expulso por se envolver em confusão após o jogo e pode ficar fora também no mata-mata, caso a vaga seja obtida. De quebra, o time dirigido por José Pekerman se vingou da eliminação nas quartas de final da última Copa do Mundo, em que perdeu para o Brasil por 2 a 1, e bateu a adversária pela primeira vez desde a Copa América de 1991. Desde então, 'Los Cafeteros' somavam cinco empates e dez derrotas. Antes do pontapé inicial, houve homenagem, inclusive com leitura de um texto nos alto-falantes, ao ex-jogador Zito, morto no último domingo. Coincidentemente, nesta quarta comemora-se os 53 anos da final da Copa de 1962, em que o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1 de virada justamente em Santiago, com um gol do ex-santista, e se sagrou bicampeão mundial. Dunga promoveu duas alterações em relação à vitória sobre o Peru na estreia, ambas por questões técnicas. Na defesa, David Luiz foi substituído por Thiago Silva, capitão do time durante a última Copa, enquanto Roberto Firmino entrou em lugar de Diego Tardelli no ataque. Na Colômbia, o lateral Armero foi mantido entre os titulares, apesar das críticas recebidas pelo jogador do Flamengo após a derrota para a Venezuela. A única troca feita pelo argentino José Pekerman foi a de Bacca por Gutiérrez na frente. As duas seleções se estudaram muito no começo, e as oportunidades de gol não apareciam. Em uma falha de Daniel Alves, aos quatro minutos do primeiro tempo, James Rodríguez ficou com a bola e cruzou para a área, mas exagerou na força. Sem apertarem o ritmo, as equipes esperavam a chance de contra-atacar. O Brasil conseguiu primeiro, aos 11, mas Willian errou o passe para Neymar. Na sequência do lance, Falcao recebeu com certo espaço na entrada da área adversária, mas pegou mal e não assustou o goleiro Jefferson. A aposta seguinte foi o chute de longa distância, também sem sucesso. Aos 21 minutos, Cuadrado até mandou perto da trave esquerda de Jefferson, mas Daniel Alves tentou devolver na mesma moeda em seguida e, após tabela com Willian pela meia direita, isolou. Após 30 minutos de sofrimento e algum tédio para quem acompanhava a partida, Sánchez enfim arrancou um "uh" dos torcedores na arquibancada, em sua maioria colombianos. O volante arriscou da meia direita e, após desvio em Miranda, a bola tirou tinta do poste direito. Com a dificuldade na criação para os dois lados, seria necessário um erro de alguma das defesas ou uma jogada de bola parada, o que aconteceu, em conjunto, aos 35. Fred cometeu falta desnecessária aos 35, Cuadrado fez o chuveirinho e, depois de bate-rebate, Murillo bateu firme para fazer 1 a 0. A vantagem no placar fez a Colômbia gostar do jogo e se lançar com tudo à frente. Em linda linha de passe, a bola foi de pé em pé pela esquerda até Gutiérrez ajeitar de letra para Cuadrado, que arrematou perigosamente para fora. O único lampejo de bom futebol da seleção pentacampeão no primeiro tempo aconteceu aos 44, quando o Brasil se vestiu de azul e grená, com atletas do Barcelona. Daniel Alves cruzou nas costas, Neymar cabeceou e Ospina fez grande defesa. No rebote, a bola bateu na mão do camisa 10, que recebeu cartão amarelo por isso. A etapa final começou com um bom ataque da seleção brasileira. Logo aos dois minutos, Firmino acionou Neymar, que, mesmo livre, finalizou cruzado muito longe da meta. Cuadrado respondeu pedalando para cima de Miranda, aos cinco, e soltando uma bomba rente à trave. A situação do Brasil poderia ter ficado menos dramática aos 13, mas Firmino perdeu uma chance de forma incrível. Murillo recuou mal, Elias dividiu com o goleiro e, na sobra, com Ospina caído, o camisa 11 chutou por cima. O time de Dunga até tinha o controle das ações, mas era atrapalhada pelo próprio nervosismo. Aos 24, Neymar desceu pelo meio e buscou Daniel Alves em uma virada de jogo parecida com feita para Douglas Costa para o segundo gol contra o Peru. Nessa, porém, o jovem craque exagerou na força. Apesar das substituições na seleção, com entradas de Philipe Coutinho, Douglas Costa e Diego Tardelli, o nível não melhorou. Que mais produziu foi o meia-atacante do Shakhtar Donetsk, que aos 32 fez fila pela esquerda até perder para Murillo, mas foi pouco. Era a equipe pentacampeã que precisava do gol, mas quem esteve mais perto foi a Colômbia, com James Rodríguez. O craque do Real Madrid finalizou cruzado da esquerda e errou por centímetros. Depois do apito final, houve confusão. Neymar se deixou levar pelas provocações, deu uma bola em Armero e uma cabeçada em Murillo. Bacca empurrou o camisa 10, e ambos viram cartão vermelho. Ficha técnica:. Brasil: Jefferson; Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva e Filipe Luis; Fernandinho, Elias (Diego Tardelli) e Fred (Philipe Coutinho); Willian (Douglas Costa), Neymar e Roberto Firmino. Técnico: Dunga. Colômbia: Ospina: Zúñiga, Murillo, Zapata e Armero; Sánchez, Valencia (Mejía), Cuadrado e James Rodríguez; Gutiérrez (Bacca) e Falcao (Ibarbo). Técnico: José Pekerman. Árbitro: Enrique Osses (Chile), auxiliado pelos compatriotas Carlos Astroza e Sergio Román. Cartões amarelos: Fernandinho, Roberto Firmino e Neymar (Brasil); Gutiérrez (Colômbia). Cartões vermelhos: Neymar (Brasil); Bacca (Colômbia). Gol: Murillo (Colômbia). Estádio: Monumental, em Santiago (Chile). EFE dr/rd

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