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Não há solução fácil para reduzir custo das Olimpíadas, diz dirigente asiático

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Por Julian Linden

BANGKOK (Reuters) - Embora o Comitê Olímpico Internacional (COI) esteja buscando maneiras de reduzir significativamente os custos das Olimpíadas, a principal autoridade olímpica da Ásia alertou que é improvável encontrar uma solução barata para o problema.


O xeique do Kuweit Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, presidente do Conselho Olímpico da Ásia, afirmou que, embora o COI esteja analisando formas de cortar custos, a dimensão e o prestígio dos Jogos farão com que eles continuem caros.

“(Reduzir) os custos operacionais é muito importante, mas temos que encarar os fatos”, afirmou ele a um grupo de jornalistas nesta quinta-feira.


“Queremos uma Olimpíada marcante. E se queremos uma Olimpíada marcante, temos que manter o nível”.

O COI foi forçado a encarar o problema dos custos crescentes do evento depois que algumas cidades desistiram de se candidatar a sede da Olimpíada de Inverno de 2022.


Só duas cidades asiáticas, Pequim e Almaty (Cazaquistão), continuam na disputa, despertando temores de que os Jogos não sejam mais atraentes por causa dos preços astronômicos.

Estes temores se aprofundaram quando a Rússia gastou estimados 51 bilhões de dólares para organizar a Olimpíada de Inverno deste ano em Sochi, embora o xeique Ahmad tenha dito que estas cifras não refletem o quanto se investiu para sediar a competição em si.


“Todos disseram 50 bilhões, um monte de zeros. Essa foi a manchete, mas a realidade não é essa”, afirmou.

“Os custos operacionais foram quase como os de Vancouver (sede da Olimpíada de Inverno de 2010)... a outra parte do dinheiro foi para infraestrutura; trens, pontes, cidades menores, hotéis, e estes serão um investimento para a cidade”, acrescentou.

“Para Pequim e Almaty, quando fazem seus cálculos e seu orçamento... é menos que as operações de Sochi e Vancouver”.

Mas o xeique Ahmad, ex-ministro do petróleo do Kuwait, disse que quaisquer candidatos em potencial precisarão abrir bastante a carteira, porque o COI precisa ter certeza de que a Olimpíada será de alto padrão.

“Os Jogos Olímpicos são um marco. Podemos ter Jogos comerciais e profissionais”, disse durante a assembleia geral dos Comitês Olímpicos Nacionais (CON) em Bangcoc.

“Esperamos diminuir a operação sem mexer no valor… não queremos mostrar que só estamos diminuindo o orçamento”.

Ainda que os comentários do xeique Ahmad sejam uma decepção para países que desejam aproveitar a chance de realizar uma Olimpíada mais em conta, ele enfatizou que há uma alternativa mais barata para as nações que não podem arcar com os Jogos.

O COI criou a Olimpíada da Juventude em 2010. O primeiro evento foi em Cingapura, o segundo em Nanquim, na China, e a edição de 2018 acontecerá em Buenos Aires.

“Se você não puder arcar com a Olimpíada, e esta é minha opinião pessoal, temos a Olimpíada da Juventude, que é mais barata, exige menos gastos e menos instalações esportivas”.

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