Mujica diz que gol de Ghiggia é a maior façanha esportiva da história Uruguai
Mais Esportes|Do R7
Montevidéu, 16 jul (EFE).- O ex-presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou nesta quinta-feira, após saber da morte, aos 88 anos, do ex-jogador de futebol Alcides Edgardo Ghiggia, que o herói do 'Maracanazo' foi responsável pela "maior façanha esportiva" da história do país. "E, provavelmente, a maior façanha que já foi escrita", declarou Mujica ao site "Montevideo Portal". Para o ex-presidente uruguaio, "o nome de Ghiggia jamais será esquecido" e, com ele, se foi "um bom pedaço da história esportiva do país e de um dos momentos de maior orgulho nacional". O ex-jogador era o único remanescente da equipe uruguaia que venceu a Copa do Mundo de 1950, a primeira realizada no Brasil. A 'Celeste' conquistou seu bicampeonato mundial após o gol de Ghiggia, que deu a vitória, por 2 a 1, no estádio Maracanã, calando cerca de 200 mil pessoas na façanha que ficou conhecida como 'Maracanazo'. "O Uruguai inteiro estava vibrando e saímos como loucos pelas ruas. Nunca vi tanta explosão e tanta alegria resumida na sociedade uruguaia. Talvez quando acabou a ditadura, mas nunca vi tanta alegria resumida em um povo", lembrou o ex-presidente. Para Mujica, "o povo uruguaio expressou seu carinho (a Ghiggia) até a exaustão", por isso "(o jogador) permanecerá no coração e na memória das novas gerações como porta-bandeira de uma glória que nos projetou como nunca para o mundo". A morte de um símbolo do país "significa mencionar que um ícone representativo de uma história particular está nos deixando e que se resumiria nisto: 'Como el Uruguay no hay' ("Um lugar como o Uruguai, não existe" - uma frase muito utilizada pelos uruguaios para definirem a si mesmos)", acrescentou Mujica. Com a seleção uruguaia, Ghiggia disputou o Mundial de 1950, jogou seis partidas e marcou quatro gols, incluindo o que deu o título à 'Celeste'. O histórico gol aconteceu aos 34 minutos do segundo tempo e significou a vitória 'Celeste', calando os cerca de 200 mil brasileiros que estavam no Maracanã num "silêncio ensurdecedor", como descreveu na época o jornalista e escritor Nelson Rodrigues. EFE rgm/rpr





