Morre pai de Maradona aos 87 anos

Buenos Aires, 25 jun (EFE).- 'Don' Diego Maradona, pai do ídolo argentino Diego Armando Maradona, morreu nesta quinta-feira em Buenos Aires, aos 87 anos, em decorrência de problemas respiratórios e cardiovasculares. 'Don Chitoro', como era conhecido entre os amigos, foi sem dúvida o maior admirador de seu filho Diego Armando e quem mais deu apoio ao astro do futebol mundial nos momentos mais difíceis. Don Diego vinha respirando com a ajuda de aparelhos e em coma induzido desde o começo do mês, devido a problemas de saúde, internado em uma clínica da capital argentina. Em maio, o pai de 'El Pibe' esteve no mesmo centro hospitalar por dez dias devido a uma infecção urinária e, em outubro do ano passado, foi internado por conta de uma pneumonia. Nascido na província de Corrientes, em 1927, Diego criou raízes em Buenos Aires, em Villa Fiorito, junto à esposa, Dalma Salvadora Franco, a 'Dona Tota', morta em 2011. Durante a juventude, trabalhou transportando passageiros em uma barca e depois entrou em uma fábrica do setor químico. Em 30 de outubro de 1960, viu nascer Diego Armando, o mais velho dos nove filhos do casal, quatro homens e cinco mulheres. A saúde do pai do ídolo vinha piorando desde 19 de novembro de 2011, dia da morte de 'Dona Tota', que tinha 81 anos. Desde então, 'Don Chitoro' teve que ser hospitalizado várias vezes por infecções urinárias e problemas respiratórios e cardiovasculares. Além disso, em julho de 2014, saiu ileso de um incêndio que aconteceu em sua casa, consequência de um curto-circuito. A morte do pai representa um duro golpe para Maradona, que sempre agradeceu em público o esforço de seus pais para ajudá-lo a se tornar uma estrela do futebol. "Eu aprendi dos meus pais que não devemos esquecer de tudo pelo que passamos um dia. Tudo serve de experiência para enfrentar a vida", disse 'El Pibe' certa vez. "Meu papai ia a trabalhar às 4 da manhã todos os dias, eu treinava às segundas, quartas e sextas-feiras, e me lembro que os ônibus estavam sempre cheios. Eu o agarrava e passávamos, ele se apoiava em mim e dormia", acrescentou o ex-jogador, que no começo do mês voltou à Argentina para acompanhar o pai. EFE fca/dr (foto) (vídeo)