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Money x Pacman: "luta do século" ou a mais lucrativa?

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Las Vegas (EUA), 1 mai (EFE).- A parte promocional e das provocações daquela que vem sendo tratada como "luta do século" chegou ao final, e após uma longa espera, o americano Floyd Mayweather Jr e o filipino Manny Pacquiao vão subir neste sábado no ringue da MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas. Os dois boxeadores terão a oportunidade de unificar quatro cinturões. O dos meio-médios do Conselho Mundial de Boxe e o dos médio-ligeiros da Associação Mundial de Boxe estão com Mayweather. O dos meio-médios da Organização Mundial de Boxe está com Pacquiao. E há ainda um cinturão de esmeraldas e diamantes, avaliado em US$ 1 milhão, feito especialmente para a luta. Além disso, em um momento em que a modalidade se vê atrás das artes marciais mistas em prestígio em muitos países, o confronto chama a atenção não só por colocar frente a frente seus nomes mais populares na atualidade em uma era de poucos ídolos, mas também - e muito - pelos valores envolvidos. Mayweather, de 38 anos, com cartel impressionante de 47 vitórias e sem derrotas, superou seus adversários nos últimos seis anos sem convencer, justamente enquanto evitou o confronto com Pacquiao, sem que, de forma oficial, se saiba o motivo - apesar de a bolsa que ele receberá por esta luta, de US$ 180 milhões, contra US$ 120 milhões de Pacquiao, tenha algo a dizer. Desde 2011, quando ganhou por nocaute de Víctor Ortíz, Mayweather se limitou a impor um estilo defensivo no ringue e lançar diretos de direita. Ele não mudou sua estratégia em nada, nem mesmo quando enfrentou o mexicano Saúl "Canelo" Álvarez, a quem teve à mercê desde o primeiro assalto. Muitos menos partiu para a ofensiva nos dois duelos seguidos que teve com o argentino Carlos Maidana, que deu muito trabalho para o campeão invicto, especialmente na primeira luta. Por isso, a grande dúvida que se apresenta agora é qual Mayweather será visto contra um rival que tem como melhor qualidade um boxe de ataque permanente, com muita velocidade nas mãos e no jogo de pés. Trata-se, simplesmente, do pior tipo de pugilista para 'Money', o que foi visto por muitos como a única razão para não ter permitido antes o duelo com 'Pacman' além do valor da bolsa, 60% para ele e 40% para o rival. Uma derrota, há seis anos, teria estragado toda a estratégia financeira de Mayweather de ganhar milhões de dólares com base em sua invencibilidade, que lhe permitiu escolher quando, onde e com quem lutaria, como fez com Pacquiao. É por isso que, quando Mayweather alegava ser o melhor boxeador de todos os tempos, profissionais como o mexicano Juan Manuel Márquez, que enfrentou tanto o americano como o filipino, não hesitaram em discordar. "Sou o melhor da história, e esta luta será outra oportunidade de mostrar meu talento e de fazer o que melhor faço: ganhar", afirmou Mayweather na última entrevista coletiva. No entanto, o promotor Bob Arum, que dirige Pacquiao, ironizou a declaração de Mayweather de que é melhor que Ali ao dizer que "é certo que o supera, mas em gastar dinheiro". A opinião de Arum, que foi quem formou Mayweather, é compartilhada por grandes analistas do esporte do boxe, que consideram que, independente de qual for o resultado da luta de sábado, nenhum dos dois pugilistas podem ser comparados a lendas como Ali, Joe Louis, Sugar Ray Leonard e Thomas Hearns, entre muitos outros. Enquanto isso, Pacquiao, de 36 anos, que vive imerso em uma profunda espiritualidade religiosa, afirma que recuperou o "instinto assassino" que tinha há 10 anos e que o fazia temível quando estava no ringue. O filipino vai precisar desse espírito, e muito, se quiser superar uma esperada "retranca" de Mayweather, um rival muito acima do padrão dos últimos que enfrentou e venceu sem brilho, após sofrer um demolidor nocaute para Márquez, seu grande carrasco, e uma derrota "injusta" por pontos para o americano Timothy Bradley. Ganhar nos últimos três combates de pugilistas como Brandon Rios, do próprio Bradley, em revanche, e do desconhecido Chris Algieri não garante que, contra Mayweather, Pacquiao consiga mostrar sua melhor versão. No sábado, o filipino e o americano terão a missão não só de dar um bom espetáculo, mas convencer no ringue, e sobretudo não deixar nenhuma sombra de que, por trás da longa espera, não havia justificativa nada além de centenas de milhões de dólares de lucro. É esperado também que, imediatamente após o combate e independente de quem ganhar, os protagonistas, incluindo os promotores, comecem a falar em "revanche". Será o sinal mais claro de que a chamada "luta do século" terá se transformado na mais "lucrativa" de todos os tempos. EFE ale/id

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