Minotauro revela que aposentadoria está próxima, mas quer cumprir contrato com UFC
Atleta cogita possibilidade de enfrentar Frank Mir pela terceira vez, mas não vê prioridade
Mais Esportes|Do R7*

Longe do octógono desde abril, quando perdeu por nocaute para Roy Nelson, Rodrigo Minotauro ainda não sabe quando retornará ao UFC. O motivo é uma lesão em seu joelho direito. O atleta acabou rompendo os ligamentos cruzado anterior e colateral.
— Do cruzado anterior foi ruptura total e do colateral parcial. Nisso são seis meses sem treinar luta. Mas estou cuidando da parte física, fazendo musculação, fisioterapia.
O ex-campeão do PRIDE e do UFC já planejou retornar aos treinamentos em janeiro e admitiu que toparia um novo confronto com um velho conhecido.
— Voltando bem fisicamente, eu quero lutar sim. Tenho mais duas lutas no contrato. Gostaria de enfrentar o Frank Mir, seria uma luta interessante, com certeza. Mas não é algo que eu trate como prioridade.
Minotauro e Frank Mir já se enfrentaram por duas vezes no UFC e o brasileiro perdeu as duas. A primeira derrota, por nocaute e a segunda, uma finalização por kimura, quebrando o braço do brasileiro faixa preta em jiu-jitsu.
Com 38 anos, querendo ou não, o atleta terá, um dia, que deixar de fazer o que mais gosta. Com um cartel de 45 lutas, 34 vitórias, 9 derrotas e apenas um empate, o ídolo brasileiro já pensa em “pendurar" as luvas em breve.
— Penso em parar, com certeza. A idade chega para todo mundo. Mas quero cumprir meu contrato com o UFC. Não me vejo igual ao Dan Henderson [que ainda está em atividade aos 44 anos]. Eu acho que 39 anos é uma boa idade.
Recentemente, outra lenda do PRIDE anunciou sua aposentadoria: Wanderlei Silva, técnico no último The Ultimate Fighter Brasil.
Após ter se negado a fazer o exame antidoping surpresa, o brasileiro foi banido eternamente do Estado de Nevada, nos Estados Unidos, no que diz respeito ao MMA. Em seguida, apareceu em um vídeo polêmico despejando críticas ao UFC. Minotauro elogiou o amigo, considerando-o "simpático, carismático e querido", mas também falou de seu temperamento.
— Às vezes ele fala tudo que dá na cabeça, fala o que sente, não é comedido nas palavras. Isso vai incomodar muita gente, mas ele é ele.
Sobre as declarações polêmicas do “Cachorro Louco”, Minotauro não tomou partido, respeitando os dois lados envolvidos nesta situação delicada.
— São coisas pessoais dele, ele diz o que ele acha da organização. É a opinião dele e merece respeito. Eu tenho uma visão do esporte que eu não sou tão direto nos meus pensamentos igual a ele.
*Vitor Costa, estagiário do R7












