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"Minha esperança é ficar na história do Boca", diz Arruabarena

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Fernando Czyz. Buenos Aires, 13 fev (EFE).- As pressões internas e externas para levantar um título depois de dois anos de jejum são grandes, mas o desafio de recolocar o Boca Juniors no caminho das glórias foi aceito pelo técnico Rodolfo Arruabarrena, que não esconde sua vontade de entrar na história do clube também como treinador, cargo que ocupa desde o ano passado. Às vésperas da estreia oficial na temporada frente ao Olimpo, no estádio La Bombonera, o jovem comandante, de apenas 39 anos, disse à Agência Efe que tem um elenco completo. Não só para o certame doméstico, mas também para buscar a sétima Taça Libertadores para os 'xeneizes'. Agência Efe: Como você avalia a pré-temporada às vésperas de um ano tão exigente e três competições: o Campeonato Argentino, a Copa da Argentina e a Taça Libertadores? Resposta: O importante é que os jogadores somaram alguns minutos, passamos pela grande partida era contra o Vélez (que dava uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores) e não sofremos lesões, que eram os objetivos principais. Já começamos frente ao Olimpo um ano onde, se fizermos bem as coisas, vamos ter muitas partidas em poucas semanas. Efe: Você se preparou de uma maneira diferente pensando no novo formato do Campeonato Argentino, com jogos durante todo o ano e 30 equipes? R: Tive a sorte de jogar em torneios curtos e longos como jogador. No primeiro semestre são 16 partidas da liga e depois da Copa América serão outras 14. O importante é o início, os primeiros dez a 12 jogos. Temos a obrigação de estar na parte superior da tabela no campeonato local e passar para as semifinais da Copa da Argentina antes do recesso. Efe: Por essa nova estrutura, você imagina um torneio com pressão maior para as equipes protagonistas? R: Haverá um único campeão e isso provocará mais tensão e pressão, sobretudo em equipes que, por suas histórias, têm a obrigação de estar brigando pelo título. É preciso avançar partida a partida, sem desespero. Há dois anos o Boca não vence um título e talvez haja grandes clubes que permitem uma situação como essa. Mas aqui, não. É um ano político no clube e o elenco tem que se isolar de todos os fatores externos. Efe: Tem medo do rótulo de principal candidato ao título pela história do Boca e os reforços para a temporada? R: Tenho jogadores excelentes, entre experientes e jovens, em um elenco que teve várias alterações, com reforços que têm passagens pela Europa e pela seleção. Mas isso não muda nada dentro de campo, porque são 11 contra 11. Em 1996, por exemplo, o Boca contratou os 14 ou 15 melhores jogadores da época e não passou da metade da tabela. Efe: Como você convive com a responsabilidade de ser técnico do Boca Juniors? R: No particular, trato de ser um técnico claro e simples. Não mudei minha rotina apesar de estar em um cargo de enorme responsabilidade. Não sou de me envolver polêmicas e me concentro em levar ao Boca a esse título que ele tanto almeja, sem desespero. Em minha carreira no Boca, no Nacional (URU) e no Tigre, mantive um perfil fora dos holofotes e tranquilo embora, em algumas oportunidades, tenha me transformado no vestiário. Meu objetivo é que, quando o jogador olhe para o banco de reservas, encontre serenidade. Efe: Quais são as diferenças observadas da sua época como jogador e esses quatro anos como treinador? R: A melhor coisa como técnico é ver que a sua ideia está sendo colocada em prática dentro do campo de jogo, mas ela pode não estar na cabeça de um dos 30 integrantes do elenco. Então, o papel também é ser psicológico de cada um deles, conduzir as diferenças, saber quando é tempo de elogio ou de crítica. Por outro lado, como jogador você pensa em si mesmo e sabe quando está bem ou mal. As duas funções são lindas, mas como jogador se aproveita mais e é mais tranquilo. Efe: Como você analisa a renovação de técnicos no futebol argentino e a chegada de uma nova geração? R: Em todos lugares há renovações e este é o tempo de um grupo de ex-jogadores que, na maioria, tem passagem pela Europa. Da mesma forma que a geração anterior tinha como marca os resultados conseguidos. Esse último semestre coincidiu com um futebol mais aberto, da mesma forma que na última Copa do Mundo. Efe: Que técnicos de sua época como jogador influenciaram o treinador Rodolfo Arruabarrena? R: De todos tirei coisas boas e ruins. Me recrimino por não ter anotado os trabalhos que eu fiz no início. Comecei a tomar nota dessas questões já no final da carreira, quando a opção de ser técnico se transforma em uma possibilidade firme. Efe: Qual é seu sonho como treinador? R: Como todos sabem minha relação com este clube e sabem que sou torcedor, minha esperança é ficar na história do Boca. Você pode ganhar prestígio, dinheiro, mas nada é igual à possibilidade de ver seu nome, tanto como jogador como treinador, na história da instituição. Isso é o mais gratificante. Apostei nisso como jogador e tive a sorte de poder alcançar esse objetivo, aproveitando isso como técnico. Não sou de projetar e gostaria de ir a passos seguros. Me aposentei em 2011 e tenho apenas quatro anos como treinador. Tenho muitas coisas para aprender e, por isso, trato de me cercar de uma comissão técnica muito capaz. EFE fca/lvl (vídeo)

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