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Marido nega que professora tenha cometido atos racistas contra árbitro no Ceará

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"Um mal entendido". Assim Marcos Magalhães, marido da professora universitária acusada de racismo pelo árbitro Joanilson Scarcella de Lima, classificou o episódio ocorrido no último sábado, no empate por 0 a 0 entre Ceará e Juazeiro pelo Campeonato Cearense Sub-15. Magalhães nega que a professora tenha chamado o árbitro de "macaco", conforme foi relatado na súmula da partida realizada no Estádio Franzé Moraes, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

"No último sábado, eu e minha esposa fomos acompanhar mais um jogo do nosso filho, atleta do time do Juazeiro Sub-15, que disputava uma partida com o Ceará, no CT do Ceará, em Itaitinga. Durante a partida, eu, minha esposa e muitos outros pais estavam torcendo pelos atletas em campo, em vários momentos ela e a torcida gritaram 'Marca Okuma'", afirma o marido da professora. De acordo com ele, "Okuma" é sobrenome da professora e é como o filho deles é chamado pelos colegas e pela torcida.


"No intervalo da partida, para nossa surpresa, soubemos que o juiz acusou os torcedores da arquibancada e mais diretamente minha mulher de ter o chamado de 'macaco', fato que não ocorreu", garante Magalhães.

Ele disse ainda que, no intervalo do jogo, representantes do Ceará mandaram a esposa dele se retirar do local ameaçando não dar continuidade à partida. "Muito constrangida pela situação criada pelo juiz, ela não quis se retirar afirmando que estava sendo acusada de algo que não aconteceu. Mas, para não prejudicar o clube do Juazeiro, deixamos a arquibancada e ficamos na lateral do campo", relata.

O pai do atleta disse que foi com a mulher à delegacia registrar um Boletim de Ocorrência acompanhados por várias pessoas que estavam no jogo e viram que nada do que foi falado aconteceu. "Jamais praticamos qualquer ato parecido e somos totalmente contra qualquer tipo de racismo. A nossa família, inclusive, já está tomando as providências jurídicas cabíveis", informou.

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