Marco Polo Del Nero descarta renúncia da presidência da CBF
Mais Esportes|Do R7
Rio de Janeiro, 29 mai (EFE).- O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, descartou nesta sexta-feira que possa renunciar ao cargo, como consequência do escândalo de corrupção na Fifa, pelo qual seu antecessor e atual vice-presidente da entidade nacional, José María Marin. "Denúncia em cima de mim não existe, mesmo porque não existe nenhuma razão para eu ser denunciado. Vamos limpar a imagem da CBF provando que não temos nada a ver com isso, provando a inocência da CBF e seus membros", disse o dirigente, que assumiu como mandatário neste ano. Del Nero ainda se disse surpreso com as denúncias que recaem sobre Marin, a quem disse estar solidário no âmbito pessoal. O ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, no entanto, negou ser cúmplice do antecessor. "Não sou um conspirador, porque não recebi nada", disse o dirigente, em referência ao documento da justiça americana que não cita nomes de vários envolvidos no caso. O presidente da CBF afirmou que não figura como suspeito em qualquer investigação das autoridades americanas, e que sua renúncia não pode ser exigida por causa de irregularidades em contratos assinados na gestão de José Maria Marin, mas admitiu que está disposto a prestar esclarecimentos, se convocado. "Onde tiver qualquer questão legal e tenha necessidade de eu comparecer, estarei presente, dando todas as explicações necessárias", afirmou. José Maria Marin, que presidiu a CBF entre 2012 e o início deste ano, é acusado de cobrar subornos em troca de conceder os direitos televisivos da Copa América à empresa Datisa, segundo os documentos divulgados pelas autoridades americanas. "É triste, mas temos que tomar providências. Ficamos muito chocados, mas temos que adotar medidas para defender a CBF. Diante deste momento difícil, decidi sair da Suíça e retornar para o Rio de Janeiro", explicou Del Nero, que ontem deixou o 65º Congresso da Fifa. Ontem, uma CPI foi criada, a partir de pedido do ex-jogador e senador Romário. Del Nero se defendeu das acusações do parlamentar, que o acusou de envolvimento em esquema de corrupção e garantiu que irá processá-lo. "Com relação ao senador Romário, posso lhe informar que não é de hoje que ele me ataca. Mas, toda vez que ele me ataca, eu vou ao Poder Judiciário e tomo as providências. Em algumas dessas ações, pelo menos em uma delas, ele foi condenado. E eu vou continuar processando. Enquanto ele me ofender, eu processarei", disse. EFE cm/bg (foto)(vídeo)












