Lyoto exalta profissionalismo e revela que superou rusgas com Belfort: “Águas passadas”
Carateca afirmou que não gostou da atitude tomada pelo carioca, ainda em 2012
Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

Escalado para enfrentar Gegar Mousadi no duelo principal do UFC Jaraguá 2, no dia 15 de fevereiro, o carateca Lyoto Machida conversou com exclusividade com o R7 e, de forma franca, afirmou que suas rusgas com Vitor Belfort ficaram no passado.
Em tempos onde o clima de rivalidade entre parceiros de treino tem se tornado cada vez mais comum no MMA, possivelmente motivado pelo crescente profissionalismo do esporte que exige confrontos entre amigos no octógono, possibilidade inexistente há alguns anos, o carateca chegou a desafiar publicamente o ‘Fenômeno’ em algumas ocasiões.
O motivo da aparente discórdia, foi gerado no final de 2012, quando Belfort ironizou a recusa de alguns atletas que, por não terem tempo hábil para se preparar, não subiram no octógono contra o campeão dos meio-pesados (93 kg) Jon Jones. Entre eles estava o próprio Lyoto.
— Não é nada pessoal, de forma alguma. É apenas profissional, apenas pelo cinturão. Não é nada demais. Acho assim: cada um tem que respeitar a situação de cada um. Se você não estiver lutando, você tem seus motivos, e naquele momento ele não respeitou esses motivos, talvez querendo se promover. Ele tentou rebaixar um pouco a gente daquela forma, e não achei justo, não achei certo. Mas não fiquei afetado, só fiquei chateado. São águas passadas.
Mas quis o destino que, um ano depois, Machida entrasse no octógono para nocautear Mark Muñoz, lutador com quem treinou por diversas ocasiões na academia Black House. Tanto que os bastidores daquela vitória envolveram algumas decisões embaraçosas como, por exemplo, a escolha dos corners dos atletas, que contou com a divisão dos treinadores de jiu-jitsu Rener e Ryron Gracie.
O clima era tão estranho que o próprio Muñoz declarou, semanas depois, que não se sentiu a vontade como de costume durante o confronto e que teve dificuldade para “virar a chave”. Por sua vez, Machida declarou, em conversa com a reportagem do R7, que não sentiu esse peso, dando uma amostra da forma como encara a competição no esporte, relembrando seu passado no caratê.
- Minhas lutas com o Chinzô [irmão] facilitaram. No caratê não existe essa barreira. Apesar de ser um esporte amador, ele encara com mais profissionalismo: “Só tem um campeão, vai lutar ou não?”. É natural. Não tive dificuldade nenhuma.





