Logo R7.com
RecordPlus
BRASILEIRO 2022

Lutadores brasileiros reclamam de juízes no UFC Barueri e pedem por mais clareza nas regras

Demian Maia e Fábio Maldonado não se esquivaram de criticar os critérios usados pelos árbitros

Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

  • Google News
Jake Shields e Demian Maia celebraram a vitória ao fim do quinto e último round do UFC Barueri
Jake Shields e Demian Maia celebraram a vitória ao fim do quinto e último round do UFC Barueri

A coletiva de imprensa realizada logo após o fim das lutas do UFC Barueri, na última quarta-feira (9), contou com, curiosamente, três brasileiros que tiveram seus combates decididos por decisão dividida dos jurados.

Entre vitoriosos e desiludidos, tanto Demian Maia, Fábio Maldonado e Raphael Assunção fizeram críticas às polêmicas decisões tomadas pelos árbitros laterais, e pediram por um sistema de regras mais claro que evite tamanha polêmica ao fim de um a luta.


Visivelmente abatido, Demian, que havia sido superado pelo americano Jake Shields na disputa principal da noite, afirmou que a falta de clareza prejudica todo lutador, que pode ter sua vida mudada por um erro de julgamento dos juízes.

E, como forma de pressioná-los a tomarem medidas mais apropriadas, o faixa-preta de jiu-jítsu sugeriu que os responsáveis pela pontuação de cada round tivessem seu rosto divulgado, uma vez que os atletas, promotores e árbitros centrais sofrem com essa pressão extra do público.


- Falta clareza sim. Às vezes, não sabemos o que vale mais ali em cima, se é uma defesa, um ataque ou ficar por cima amarrando a luta. Isso poderia ser mais claro. Também aho que o jurado tinha que ser apresentado ao público. Eles mudam a vida de uma pessoa, e nunca aparecem. Não é culpa deles, mas eles têm que possuir uma responsabilidade grande.

Apesar de ter vencido seu confronto contra o mexicano Joey Beltran, o “Caipira de Aço” Maldonado reclamou da decisão dividida, uma vez que, de acordo com suas contas, aplicado uma verdadeira surra no oponente, que preferiu jogar com as regras em busca do clinch próximo às grades.


- Eles [juízes] pensam que segurar o outro na grade vale mais do que uma pegada pelas costas, ou uma guilhotina quase finalizando. Ou até mesmo que um espancamento na mão, como eu fiz. Se o cara ficar me segurando, eu fico o dia inteiro ali. Não sei onde o jurado viu que eu perdi essa luta.

Também contrariado por não ter sido unanimidade, mas confortável com o prêmio bônus de R$ 100 mil por ter protagonizado ao lado do americano T.J Dillashaw a melhor luta da noite, Assunção foi mais comedido, e se limitou a dizer que algo precisa mudar e que as decisões costumam ser contraditórias.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.