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BRASILEIRO 2022

Juve segura 0 a 0 em Mônaco e volta às semifinais da Champions após 12 anos

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Mônaco, 22 abr (EFE).- Com a vantagem de ter vencido o jogo de ida por 1 a 0 em Turim na semana passada, a Juventus fez nesta quarta-feira o que as equipes italianas tradicionalmente fazem de melhor: defender, segurando o 0 a 0 contra o Monaco fora de casa e se classificando para as semifinais da Liga dos Campeões pela primeira vez desde 2003. No estádio Louis II, o time anfitrião fez um primeiro tempo que, embora o gol não tenha saído, animou a torcida local. Contudo, o rendimento caiu vertiginosamente na etapa final, facilitando o trabalho da 'Velha Senhora', que não se colocava entre as quatro melhores equipes do torneio desde a final de 12 anos atrás, na qual perdeu para o Milan nos pênaltis. Na tentativa de retornar à decisão, a Juve espera agora o sorteio marcado para esta sexta-feira (às 7h de Brasília), em Nyon (Suíça), para conhecer seu próximo adversário. Barcelona, Bayern de Munique e Real Madrid são os outros classificados. Um dos jogadores mais experientes do elenco do Monaco, o zagueiro Ricardo Carvalho não ficou sequer no banco por opção do técnico Leonardo Jardim, que colocou Raggi no miolo de zaga. No meio, Bernardo Silva ganhou a posição de Dirar. Jardim colocou apenas um brasileiro na formação inicial, o lateral-direito Fabinho. O atacante Matheus Carvalho entrou nos instantes finais, e o zagueiro Wallace foi mantido durante os 90 minutos entre os reservas. Na Juventus, Pirlo e Vidal, que eram dúvidas por conta de problemas físicos, começaram jogando. Massimiliano Allegri ainda pôde voltar a escalar a equipe com três zagueiros graças ao retorno de Barzagli. Precisando da vitória, o Monaco começou o jogo impondo certa pressão. Logo aos cinco minutos de bola rolando, Kondogbia dominou na entrada da área, ajeitou e chutou com força. A bola tirou tinta da trave. Os atacantes da equipe do principado não conseguiam aparecer, mas por pouco não ganharam uma ajuda da defesa adversária. Aos 14, bola foi de pé em pé no ataque dos donos da casa até chegar a Bernardo Silva, que tentou o toque para trás. Na interceptação, Barzagli quase marcou contra, mas conseguiu cortar. Kondogbia estava com o pé calibrado e bateu mais uma de longe aos 19. O meio-campista francês girou bonito para cima de Pirlo e arriscou. Bem colocado, Buffon defendeu firme. Com a Juve recuada, Pirlo aparecia mais na defesa que no ataque. Até que aos 26 minutos o craque italiano recebeu na intermediária, percebeu o deslocamento de Morata e fez bonito lançamento, mas parou na bonita saída de Subasic. Principal nome da primeira etapa, Kondogbia deu trabalho à defesa 'bianconera' novamente aos 35. O camisa 22 deixou Vidal e Chiellini na saudade e caiu na área. Apesar dos pedidos de pênalti, o árbitro escocês William Collum mandou continuar. Tamanha era a postura defensiva da Juve que a primeira boa finalização aconteceu apenas aos 44 minutos. Tévez dominou perto da meia-lua e mirou o cantinho esquerdo, mas tirou demais do goleiro e viu a bola sair rente à trave. Ciente de que, apesar do bom futebol demonstrado pelo time, o resultado não interessava, Leonardo Jardim sacou um volante e colocou um atacante ao substituir Toulalan por Berbatov no intervalo. Com o Monaco em cima, uma jogada de perigo ocorreu logo aos quatro minutos da segunda etapa. Ferreira-Carrasco levantou, a zaga afastou parcialmente e a bola voltou para a área. Buffon falhou na saída, mas foi salvo por Evra, que deu um chutão quase de cima da linha. O problema para o time anfitrião de se lançar com tudo à frente era a exposição à que sua defesa se submetia. Aos 12, Morata disparou pela esquerda em contra-ataque, mas segurou demais e foi desarmado por Abdennour. Tévez, que aparecia livre do outro lado, ficou reclamando. Kondogbia respondeu fazendo o que mais fez durante toda a partida, chutando de fora da área. Aos 14, novamente ele colocou força, mas nesta encobriu a meta. Marchisio, também de fora, tentou para a Juve aos 19, mas bateu à direita do alvo. Com o passar do tempo, quem esperava uma pressão do Monaco se frustrou. O time sequer conseguia manter-se no campo de ataque, como vinha acontecendo, e Buffon teve refresco. A 'Velha Senhora' ainda se assanhava, com Tévez, que brigou com dois na entrada da área, levou a melhor contra o primeiro, mas foi desarmado pelo segundo, aos 28 minutos. No momento em que mais precisava de organização, o atual vice-campeão francês se perdeu e não incomodou sequer na base do abafa. Demonstração clara de desespero foi dada por Berbatov, que, depois do chuveirinho na área, não foi na bola e ainda puxou Bonucci. A última chance de tirar o zero do placar no Louis II não foi do time mandante, que precisava do gol para provocar a realização de prorrogação, e sim da Juve. Pirlo bateu falta da intermediária e acertou a trave. Ficha técnica. Monaco: Subasic; Fabinho, Raggi, Abdennour e Kurzawa; Toulalan (Berbatov), Moutinho e Kondogbia; Bernardo Silva, Ferreira-Carrasco (Matheus Carvalho) e Martial (Germain). Técnico: Leonardo Jardim. Juventus: Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Lichtsteiner, Pirlo, Marchisio, Vidal (Pereyra) e Evra (Padoin); Morata (Llorente) e Tévez. Técnico: Massimiliano Allegri. Árbitro: William Collum (Escócia), auxiliado por Damien MacGraith (Irlanda) e Graham Chambers (Escócia). Cartões amarelos: Bernardo Silva e Kondogbia (Monaco); Chiellini e Tévez (Juventus). Estádio: Louis II, em Mônaco. EFE dr/id

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