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Justiça da África do Sul rejeita recurso e decreta prisão de ex-tenista

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A Suprema Corte da África do Sul rejeitou nesta quinta-feira recurso do ex-tenista Bob Hewitt e decidiu que ele deve cumprir a sentença de seis anos de prisão, definida em julgamento anterior, por abuso sexual de menores. A decisão foi tomada por um painel formado por três juízes, que anunciaram que a punição é adequada "ao crime e ao criminoso".

Hewitt, de 76 anos, foi condenado no ano passado por causa de três casos de abuso sexual de menores. Os crimes foram cometidos nas décadas de 80 e 90, quando ele atuava como treinador destas menores. De acordo com a Suprema Corte, o ex-atleta "não mostrou remorso por seus atos vis".


"Ele explorou a inocência e a juventude das suas vítimas e forçou-as a se submeterem aos seus perversos desejos. Ele abusou da sua posição de autoridade e responsabilidade diante delas", escreveram os juízes, que afirmaram que o status de "ícone do tênis" não influenciou na decisão final.

Os advogados do ex-atleta tentaram transformar a detenção em prisão domiciliar, destacando a idade e a condição e saúde do Hewitt. Porém, não tiveram sucesso. O sul-africano estava detido em casa desde a decisão judicial do ano passado, à espera do julgamento do recurso. Agora deverá ser encaminhado à prisão.

Hewitt teve uma carreira de sucessos nas duplas no tênis profissional. Ao todo, faturou 15 troféus em duplas masculinas e mistas em torneios de Grand Slam, nas décadas de 60 e 70. Em 1992, foi indicado ao Hall da Fama. No entanto, a entidade que zela pela memória do tênis decidiu excluir o ex-atleta dos seus quadros em razão da condenação judicial.

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