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Juiz diz faltam evidências para ligar Tom Brady a caso das "bolas murchas"

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Houston (EUA), 12 ago (EFE).- Tom Brady, quarterback do New England Patriots, recebeu boas notícias em relação à briga judicial com a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), após o juiz responsável pelo caso pedir mais provas que o envolvam no assunto das bolas murchas. O juiz Richard Berman colocou a NFL em postura defensiva ao pedir evidências que liguem diretamente Brady, grande estrela dos Patriots - atuais vencedores do Super Bowl - com a polêmica. Ao se dirigir a Daniel Nash, advogado da NFL, Berman destacou que as estatísticas de Brady foram melhores no segundo tempo da partida contra o Indianapolis Colts em relação aos primeiros dois períodos, durante os quais foram encontradas as bolas murchas. "Pode ser dito que (Brady) não obteve vantagens com as bolas mal-infladas", argumentou Berman. Diante dos pedidos do juiz, Nash reconheceu que não existe uma mensagem com a ordem direta de Brady para manipular o ar nas bolas, mas que o fato de ter destruído seu telefone celular aponta para uma suspeita. "Existe alguma mensagem na qual Tom Brady pede para alguém colocar uma agulha em uma bola? Não, não existe tal evidência direta. Mas outra evidência indica claramente o conhecimento do senhor Brady", respondeu Nash. O advogado afirmou que a destruição do telefone de Brady era uma evidência clara para mostrar culpa, por isso a punição de quatro partidas de suspensão imposta pelo comissário da NFL, Roger Goodell. Na vez do advogado de Brady, Jeffrey Kessler, o juiz Berman pediu para que a defesa não respondesse alegações diretas de Nash que impedissem a possibilidade de um acordo fora dos tribunais. "Após todo este dinheiro, toda a investigação, não conseguiram provar que (Brady) estava 'pelo menos inteirado de forma geral' de que algo aconteceu", disse Kessler. Um relatório apresentado pela NFL no dia 6 de maio concluiu que era "mais provável" que os funcionários dos Patriots manipulassem o ar das bolas de forma deliberada durante a partida contra os Colts pelo título da AFC, e que Brady estava "pelo menos inteirado de forma geral" sobre a violação às regras. Kessler também avaliou o assunto do telefone celular de Brady, que foi destruído, e argumentou que seu cliente precisou de reparos devido a problemas de privacidade, e explicou que o quarterback costuma renovar seus aparelhos com frequência. "Ele ganha celulares toda hora. Quando recebe um, dá (o anterior) para o assistente, para que se livre do telefone", justificou o advogado. O juiz considerou que a disputa legal do "Deflategate" não é o típico caso que chega a julgamento. Segundo ele, casos similares normalmente são resolvidos por um juiz quando não se chega a um acordo mútuo. Berman disse a Goodell e Brady que, embora casos civis do tipo geralmente demorem dois anos, "é justo dizer que ninguém quer esperar tanto tempo", e admitiu que há evidências em ambas as partes do caso, mas assinalou que não tem determinado quem prevalecerá e pediu que chegassem a um acordo fora dos tribunais. Enquanto isso, Brady e o sindicato de jogadores não cedem em suas exigências de que aceitarão apenas uma multa, sem suspensão e nenhum tipo de reconhecimento de culpa relacionado ao envolvimento direto nas bolas murchas. EFE rm/vnm

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