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BRASILEIRO 2022

Jogadores veem evento olímpico como possível 'vitrine' para futebol internacional

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Neymar é indiscutivelmente a maior estrela do futebol a participar dos Jogos do Rio. Há, no entanto, alguns outros jovens promissores que podem até vir a aproveitar a Olimpíada para dar um impulso em suas carreiras. Dos atacantes Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa, por exemplo, muito se espera, embora a iminente contratação de ambos por equipes europeias independam do que farão com a camisa da seleção brasileira.

Para o argentino Calleri, no entanto, ir bem na Olimpíada poderá aumentar seu conceito no futebol europeu. Ele sonhou com a Inter de Milão, mas está quase certo do modesto West Ham, da Inglaterra. Ainda não fechou e pode até ganhar um presente inesperado. O Barcelona continua à procura de um atacante e o nome de Calleri é citado. Assim, boa participação nos Jogos pode dar contribuição importante a ele para dar um salto na carreira.


Outro jogador argentino sobre quem há grande expectativa é o atacante Giovanni Simeone. O sobrenome dispensa apresentações (é filho do volante Diego Simeone), mas é pelo bom futebol que o atacante do River Plate quer se firmar. Ele vê a Olimpíada como a melhor vitrine para esse início de carreira.

A Colômbia mandará a campo um outro atacante bem conhecido dos são-paulinos, mas pelo que fez como adversário. Miguel Borja não estava muito cotado para participar dos Jogos, mas depois dos quatro gols que fez pelo Atlético Nacional, na semifinal da Libertadores, a história mudou. Já convocado, comemorou sendo decisivo para que seu time chegasse ao título continental.


DOSE DUPLA - Dois "veteranos" alemães merecem ser vistos com atenção. São os gêmeos idênticos Sven e Lars Bender, de 27 anos. Os meio-campistas jamais tiveram destaque na seleção principal, mas, pela experiência, e também pelos desfalques no grupo, são considerados fundamentais para o time olímpico alemão.

ESVAZIADO - O futebol masculino da Olimpíada também terá importantes desfalques. Como os clubes não são obrigados pela Fifa a liberar atletas para a competição, nem mesmo aqueles sub-23, várias seleções tiveram negados jogadores que seus técnicos pretendiam convocar. Os europeus, que estão em pré-temporada, deram contribuição importante para esvaziar os Jogos.


O Brasil, por exemplo, ficou sem o goleiro Ederson, pois o Benfica disse não. O lateral-direito Fabinho e o zagueiro Wallace foram negados pelo Mônaco e o volante Fred pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

A seleção de Portugal também sofreu bastante com as negativas. Não terá quatro campeões da Eurocopa. O Sporting não liberou o meio-campo João Mário e o Valencia, da Espanha, reteve o meio-campista André Gomes antes de negociá-lo com o Barcelona. Os dois outros foram negados por clubes alemães: Bayern de Munique (meia Renato Sanchez) e Borussia Dortmund (lateral-esquerdo Rafael Guerrero).


Mas talvez nenhuma equipe tenha sofrido mais que a Alemanha. Com um time formado desde o sub-17, virá ao Brasil "desfigurado". O técnico Horst Hubresch não poderá contar com o lateral e volante Kimmich (Bayern de Munique), o meia Draxler (Wolfsburg), os volantes Wiegl (Dortmund) e Can (Liverpool) e o meia Sané (Schalke).

A Colômbia não fica atrás. Não terá no Rio o meia Juan Quintero (Porto) e os atacantes Roger Martinez (Jiangsu, da China) e Borré (Atlético de Madrid). A Argentina ficou sem o volante Kranevitter (Atlético de Madrid), além dos atacantes Icardi (Inter de Milão) e Dybala (Juventus).

Apontada como forte candidata à medalha de ouro, a Nigéria não conseguiu a liberação dos atacantes Iwobi (Arsenal) e Iehanacho (Manchester City).

Nem mesmo o Iraque, segundo adversário do Brasil na Olimpíada, conseguiu trazer todos os jogadores que queria: Dhurgham Ismail, meia de 22 anos, joga na Turquia e não foi liberado pelo Rizespor.

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