Logo R7.com
RecordPlus
BRASILEIRO 2022

Jacaré aprova mudança de peso de Lyoto Machida e não descarta duelo com ex-campeão

Peso-médio tem duelo marcado com Yushin Okami para o próximo dia 4 de setembro

Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

  • Google News
Ronaldo 'Jacaré' é o atual número cinco dos pesos médios do UFC
Ronaldo 'Jacaré' é o atual número cinco dos pesos médios do UFC

Depois de sete anos sob domínio quase que intocável de Anderson Silva, a categoria dos pesos médios (84 kg) conta com o americano Chris Weidman como campeão, mas, no entanto, a divisão nunca foi tão dominada pelos atletas brasileiros.

Além do ‘Spider’, que tem no próximo dia 28 de dezembro a data para tentar recuperar o cinturão, nomes como Vitor Belfort, Ronaldo ‘Jacaré’ e Thales Leite lutam para ter uma oportunidade de disputar o título. Situação que deve ser dividida em breve com mais um compatriota: Lyoto Machida.


Revelada pelo empresário Jorge Guimarães ao R7, a mudança de categoria pelo carateca já é estudada junto ao UFC, tanto que o início de negociações para um duelo com Vitor Belfort foi confirmado pelo próprio presidente do evento, Dana White.

Rumores que, por aumentar o grau de dificuldade no octógono, além de garantir maior visibilidade para a antes monótona divisão, agradam ao ex-campeão do Strikeforce Jacaré, como o mesmo revelou em conversa com o R7


- Se ele realmente vier para os médios, só tem a ajudar a todos. Tudo que vem para somar é bom. Vai ser um desafio muito grande para todos nós da divisão, então temos que ficar atentos.

Acompanhe a página de MMA do R7


Sem fugir da pergunta mais óbvia e mais obrigatória sobre a questão, o atleta especialista em jiu-jitsu não descarta um confronto, tanto com Machida ou com Belfort, com quem poderia dividir a possibilidade de garantir uma vaga para disputar o título dos médios.

- Não descarto enfrentar nenhum deles, não tem por que. Hoje somos todos profissionais, e se tivermos que lutar, não terá problema nenhum para ninguém.


Mas, antes mesmo do embate entre os ex-campeões do UFC, Jacaré tem desafio marcado para o próximo dia 4 de setembro, quando encara o japonês Yushin Okami no co main-event da noite de lutas em Belo Horizonte.

Por se tratar de dois atletas ranqueados entre os cinco primeiros do evento, é de se esperar que o atleta que tiver o braço erguido após os três rounds passe a figurar em posição de destaque.

- Essa luta vai ser um dos maiores desafios na minha carreira, não tenho dúvida. E ela vai me fazer subir degraus na carreira. Treino todo dia pensando em vencer ele e estou pronto para terminar antes do terceiro round. Ele é completo e muda o jogo sempre, troca em pé, trabalha no clinch e faz muito wrestling. Mas finalizar é sempre o meu plano, essa é a realidade.

Com diversos títulos na arte suave, ‘Jaca’ estreou com o pé direito no UFC após finalizar com um katagatame o americano Chris Camozzi. Mas, para quem acompanha sua transição do tatame para as competições de artes marciais mistas, fica notório que a troca de golpes em pé passou a ser arma fundamental em seu jogo.

A razão para a mudança de postura não é mistério para o lutador. Com a rápida evolução dos gringos na luta de solo, processo que incluiu a contratação de diversos professores brasileiros nos últimos anos, aliada aos modestos cinco minutos de duração da cada round, “quem não troca porrada, dança”.

- As regras prejudicam caso você queira lutar apenas jiu-jitsu. Não ficamos muito tempo no chão e a luta começa em pé. Além disso, a transição para derrubar demora e, quando caímos, rapidamente o adversário levanta logo. Nesse processo a gente gasta muita energia, então tenho que manter a calma a usar bem a cabeça para, quando chegar onde sou melhor, não desperdiçar a chance.

No sentido inverso do intercâmbio, muito lutadores, assim como o próprio Jacaré, se mudaram para os EUA em busca de novos treinos, já que trazer profissionais gabaritados do exterior é muito mais complicado. No entanto, a realidade mudou, e a evolução do cenário no País motivou o retorno do lutador.

- Hoje nós contamos com grandes professores de diversas modalidades, até mesmo no wrestling. Eu treino com o Adrian Jaoude, que não deixa a desejar em nada aos treinos na academia do Randy Couture, por exemplo. O mercado brasileiro está aquecido com muitos patrocinadores e grandes marcas investindo. Temos bons professores e vários times de nível. Hoje é possível se destacar morando e treinando apenas no Brasil.

De origem difícil, assim como a maioria dos esportistas daqui, o lutador criado em Manaus brinca que está longe de ser rico, mas que não pode “reclamar do salário que ganha” frutos ainda dos bons resultados colhidos no extinto Strikeforce. Mas, a julgar pelo desempenho contra Camozzi, uma vitória contra Okami pode pesar, e muito, na hora de renovar o contrato com o UFC. Que venham os dólares!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.