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Investigações apontam para irregularidades em contratos da CBF

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Redação Central, 27 mai (EFE).- As investigações iniciadas nos Estados Unidos que terminaram com a prisão nesta quarta-feira de sete dirigentes, entre eles José Maria Marin, apontam para possíveis irregularidades em contratos assinados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De acordo com a "Agência Brasil", existem suspeitas em acordos de patrocínio e de transmissão da Copa do Brasil, segunda principal competição disputada entre clubes no país, abaixo apenas do Campeonato Brasileiro. A investigação, iniciada pela promotoria de Nova York, nos Estados Unidos, está relacionada justamente ao pedido e recebimento de subornos e propinas por autoridades do futebol e executivos de marketing esportivo durante as negociações sobre o direito de transmissão de campeonatos. O comunicado emitido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos ainda cita o "pagamento e recebimento de subornos e propinas em conexão com o patrocínio da CBF por uma grande empresa de sportswear dos EUA". Atualmente, a fornecedora de material esportivo oficial da CBF é a Nike. Ainda de acordo com a Agência Brasil, os nomes de três brasileiros constam da relação de investigados divulgada pela justiça americana. Além de José Maria Marin, são citados o empresário José Hawilla, dono da Traffic Group, e José Margulies, dono de empresas de transmissão de eventos esportivos. Hoje, duas ações judiciais foram deflagradas por conta da realização do Congresso da Fifa, que começaria hoje e acontecerá até a próxima sexta-feira, elegendo, inclusive, o próximo presidente da entidade. O primeiro procedimento se encontra em mãos da Procuradoria Geral da Suíça, que foi iniciado em novembro, a pedido da própria Fifa, por suspeitas de gestão desleal e lavagem de dinheiro em relação com a escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 na Rússia e 2022 no Catar. A segunda investigação foi iniciada pela promotoria de Nova York, por suposto pagamento de subornos - de até US$ 100 milhões - a dirigentes da Fifa, em troca de que certas empresas recebessem os direitos de transmissão, publicidade e marketing de torneios nas Américas do Sul, Central e do Norte. EFE bg/rd

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