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BRASILEIRO 2022

Imprensa da Noruega exalta ouro de Lucas Braathen, mas lamenta saída do atleta: ‘Frustrante’

Ex-representante norueguês subiu ao pódio olímpico agora sob a bandeira brasileira

Mais Esportes|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lucas Braathen conquistou o ouro olímpico pelo Brasil, gerando grande repercussão na Noruega.
  • O atleta, que competiu pela Noruega até 2023, mudou de bandeira devido a conflitos com a federação local.
  • Jornais noruegueses expressaram lamentos pela saída do atleta, destacando sua dedicação e talento.
  • A conquista reabriu o debate na Noruega sobre a perda de um de seus principais talentos no esqui alpino.

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Lucas Braathen conquistou o primeiro ouro do Brasil nos Jogos de Inverno REUTERS/Gintare Karpaviciute - 14.02.2026

O ouro olímpico de Lucas Braathen pelo Brasil ecoou também na Noruega. Neste sábado, os principais veículos do país onde o esquiador nasceu e iniciou a carreira dedicaram amplo espaço à conquista histórica no esqui alpino, com direito a elogios à trajetória e lamentos pela mudança de bandeira.

Lucas (25) defendeu a Noruega até 2023. Após conflitos com a federação local, anunciou aposentadoria ainda no auge. Meses depois, oficializou a decisão de competir pelo Brasil, país de sua mãe. Em Milão-Cortina, escreveu um capítulo inédito para o esporte brasileiro.


O jornal Aftenposten, de Oslo, publicou reportagem extensa sobre a vitória e abriu espaço para uma análise do comentarista Daniel Roed-Johansen, que destacou a dualidade da imagem pública do atleta.

“Braathen é o pavão do esqui. É fácil se deixar deslumbrar por roupas coloridas, trabalhos como modelo e grandes ambições. Mas ninguém deve se enganar. Acima de tudo, ele é um atleta de elite dedicado”, escreveu.


Já o Dagbladet repercutiu a transmissão da emissora NRK e a avaliação do ex-esquiador e comentarista Kjetil André Aamodt, que tratou a troca de federação como uma perda esportiva para o país.

“É um pouco frustrante que ele não seja atleta norueguês”, afirmou.


Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Lucas chegou a disputar os Jogos de Pequim-2022 representando a Noruega. Quatro anos depois, subiu ao topo do pódio sob a bandeira brasileira, resultado que, além de histórico para o Brasil, reabriu na Noruega o debate sobre a saída precoce de um de seus talentos mais midiáticos e competitivos da última geração.

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