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Ídolo do Corinthians, Biro Biro ataca de ator e ganha dinheiro na escolinha

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Os cachos dourados fazem com que Biro Biro seja um jogador conhecido do público mais jovem, que não conseguiu vê-lo em ação no auge da carreira. O ex-meia do Corinthians se retirou dos gramados em 1995, mas continua com alto índice de popularidade e isso faz com que ele seja um bom garoto-propaganda para algumas marcas.

Não faz muito tempo, o encaracolado Biro Birô teve a sua imagem veiculada em comercial da marca de chinelo Havaianas, em que fez curta, mas bem humorada, participação. O ídolo da torcida do Corinthians conta que não teve dificuldades para atacar de ator. "Já fiz outras vezes e foi tranquilo. Estava em casa, me ligaram e falaram que queriam fazer a propaganda comigo", contou, de forma simplória, o ex-jogador de 57 anos.


Além dos comerciais de TV, Biro Biro também faz eventos corporativos ou ligados ao futebol. Ele dá palestras e ainda se arrisca a bater uma bola em times masters. "De vez em quando, ainda dou palestras, conto das minhas histórias e consigo ir me virando assim", disse o pernambucano natural de Olinda.

Ele também tem uma quadra de futebol soçaite na cidade de Mauá, na Grande São Paulo, onde dá aulas para garotos. É o "Bola na Rede". Nesse espaço, ele recebe amigos e ex-jogadores famosos a fim de promover o local. Já estiveram com Biro Biro os ex-jogadores Marcelinho Carioca, Ademir da Guia e Dinei.


Antes de se aventurar como empresário, palestrante e ator de comercial, Biro Biro se arriscou nas carreiras de político e técnico. Conseguiu ser eleito vereador em São Paulo para o quadriênio 1989-1992, pelo Partido Democrático Social (PDS). Em 2006, se candidatou para deputado federal, mas não teve os votos necessários para o cargo.

Como treinador, passou pelo Mauaense-SP, Barra do Garças-MT, Francana-SP e Guarujá-SP, sem grandes feitos, mas também sem perder prestígio ou dinheiro. "Estou feliz e tranquilo. Os comerciais dão um bom dinheiro e consigo pagar minhas contas com a escolinha e os eventos extras. Não tenho dinheiro sobrando, mas não passo necessidade financeira", assegurou o meia chamado de Lero Lero pelo presidente corintiano Vicente Matheus em sua contratação, em 1978.

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