Ídolo coreano da natação apela à CAS para tentar ir à Olimpíada
Mais Esportes|Do R7
Classificado para os Jogos Olímpicos do Rio nas quatro distâncias do nado livre, o ídolo sul-coreano Park Tae-hwan decidiu apelar à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) para poder disputar a competição em agosto. Ele reclama da punição extra imposta a ele pelo Comitê Olímpico Sul-Coreano (KOC, na sigla em inglês) por conta de um caso de doping.
Tae-hwan é um dos maiores nomes do esporte na Coreia do Sul, campeão olímpico dos 400m livre nos Jogos de Pequim, em 2008. Contando os resultados de Londres-2012, nos 400m e nos 200m livre, ele tem quatro medalhas olímpicas, sendo três de prata.
Em 2014, falhou em um teste antidoping, recebendo uma suspensão de um ano e meio, que acabou em março. Ele pode competir normalmente, mas o KOC impõe um mecanismo antidoping que impede por três anos a convocação de qualquer atleta punido por doping. Essa cláusula, conhecida como "regra de Osaka", impede ele de ser chamado para disputar o Rio-2016.
No mês passado, Park Tae-hwan participou normalmente da seletiva sul-coreana e venceu os 100m, os 200m, os 400m e os 1.500m livre, fazendo o índice olímpico em todas as provas. Ao recorrer à CAS, ele se baseia num entendimento que a corte tem desde 2011, considerando ilegal esse mecanismo que pune duas vezes o mesmo atleta em casos de doping.
Antes mesmo do julgamento da CAS, o nadador e o KOC vão se encontrar no próximo dia 25. O comitê nega a possibilidade de flexibilizar a punição, argumentando que isso abriria um precedente ruim. A pressão, porém, parece ser muito grande nesse sentido, uma vez que Tae-hwan é uma das grandes esperanças de medalha da Coreia do Sul e a possibilidade de uma derrota para ele na CAS é bastante grande.












