Grupo B: Espanha e Holanda repetem final de 2010, Chile na espreita
Mais Esportes|Do R7
Espanha e Holanda reviverão a final do Mundial da África do Sul-2010 em sua estreia pela Copa do Mundo no Brasil, num Grupo B em que o Chile sonha com uma classificação e a Austrália buscará surpreender.
Espanhóis e holandeses nunca esquecerão aquele 11 de julho de 2010, quando ambas as seleções entraram no gramado do Soccer City de Joanesburgo com o sonho de conquistar a primeira Copa do Mundo.
Quatro anos depois, ainda é possível escutar os gritos de euforia dos torcedores ibéricos quando Andrés Iniesta marcou o único gol da partida, aos 115 minutos de jogo, numa prorrogação inesquecível.
Derrotada novamente, a Holanda ainda lamenta a terceira decepção em finais de um Mundial, depois das tristezas vividas em 1974 e 1978.
Vicente del Bosque seguirá fiel ao seu jogo ofensivo e realizará poucas modificações com respeito à equipe que proclamou-se campeã do mundo.
A 'Roja' trocou a 'Fúria' pelo 'Tiki-taka' e, em 2012, transformou-se na primeira seleção a vencer a Eurocopa (2008), uma Copa do Mundo (2010) e outra Eurocopa na sequência (2012), graças ao estilo de jogo baseado na posse de bola.
Para este esquema, o meia do Barcelona Xavi Hernández voltará a ser o maestro de uma geração única que viverá no Brasil as últimas emoções, antes de ficar para sempre na história do futebol.
O goleiro e capitão Iker Casillas terá 33 anos, o própria Xavi, 34, e o pilar defensivo Carles Puyol (36) não foi convocado em função das repetidas lesões. A grande festa do futebol deste ano será o último Mundial para muitos dos jogadores.
A Espanha, porém, soube regenerar-se. Del Bosque conseguiu identificar as carências no grupo e apoiou-se nos jovens mais brilhantes da seleção Sub-21 que venceu a Eurocopa-2013 da categoria para voltar a dominar o futebol mundial.
Assim, espera-se que o meia Jorge Resurrección 'Koke', de 22 anos que comandou nesta temporada o Atlético de Madri rumo à final da Liga dos Campeões e ao título nacional, seja uma das caras novas na formação espanhola.
A preocupante falta de gols de David Villa e Fernando Torres nos últimos meses obrigou Del Bosque a encontrar uma solução de emergência. O técnico espanhol deixou o grande favorito Brasil sem um boa opção ofensiva ao nacionalizar Diego Costa, um dos jogadores mais decisivos da Europa nesta temporada, com 27 gols no Campeonato Espanhol e oito na 'Champions' com a camisa do Atlético.
Na Holanda, Louis van Gaal substituiu Bert van Maarwijk depois da 'Laranja Mecânica' não somar nenhum ponto na Eurocopa de 2012, e o ex-técnico do Barcelona e do Bayern de Munique renovou completamente o estilo de jogo e o elenco holandeses.
Van Gaal, em sua segunda passagem na seleção, depois de não ser capaz de classificá-la para a Copa do Mundo da Coreia e Japão-2002, confiará no trio ofensivo formado por Wesley Sneijder (Galatasaray), Arjen Robben (Bayern de Munique) e Robin van Persie (Manchester United) para tentar acabar, de uma vez por todas, com a maldição em finais que assola o país. A Holanda quer deixar de ser um rei sem coroa.
Os holandeses, porém, não poderão contar com dois de seus mais importantes jogadores, o lateral-esquerdo do PSV Eindhoven Jetro Willems e o meia Kevin Strootman, da Roma, ambos com lesões no joelho.
O Chile chegará ao Brasil sem complexos, com vontade de mostrar que pode ser uma das surpresas positivas da competição e sonhando em alcançar as quartas de final pela primeira vez em 52 anos.
Em sua Copa, em 1962, os chilenos conseguiram seu melhor resultado histórico ao terminar na terceira colocação. Desde então, somam-se fracassos na primeira fase (1966, 1974, 1982) a duas derrotas para o Brasil nas oitavas, em 1998 e 2010.
O Chile poderia espantar de vez todos seus fantasmas já que, caso avance como segundo colocado, enfrentaria novamente a seleção brasileira nas oitavas. Isto, claro, se o Brasil fizer o dever de caso e se classificar como primeiro no Grupo A, onde mede forças com México, Croácia e Camarões.
A 'Roja' da América do Sul conta com uma equipe que tem como maior virtude um excelente jogo coletivo.
Jorge Sampaoli soube também aproveitar a pressão asfixiante que caracterizou a seleção treinada pelo argentino Marcelo Bielsa em 2010, mas precisará dos gols do atacante do Barcelona Alexis Sánchez se quiser eliminar uma das favoritas do Grupo.
O técnico esperará até o último minuto pela estrela da equipe, o volante da Juventus Arturo Vidal, que decidiu operar-se o joelho no início de maio e deverá se recuperar em cima da hora.
Espanha e Chile já enfrentaram-se numa fase de grupos em 2010, e a seleção europeia venceu por um apertado 2 a 1.
Por último, a Austrália aterrissará no Brasil como azarão do grupo e em plena reformulação do elenco, após as aposentadorias de Harry Kewell, Mark Viduka e Lucas Neill.
Considerados por muitos como um saco de pancada, os 'Socceroos' fizeram história ao avançar às oitavas de final no Mundial de 2006 e, mais uma vez, poderão pegar de surpresa quem vier enfrentá-los de salto alto.
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