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Gascoigne diz que ter sido grampeado ajudou a agravar dependência alcoólica

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Londres, 11 mar (EFE).- O ex-jogador de futebol Paul Gascoigne disse nesta quarta-feira que sua dependência ao álcool estaria com a descoberta de que tinha sido grampeado por empresa de comunicação, em depoimento no Tribunal Superior de Londres, durante audiência sobre o caso. O ex-meia, que é bipolar e sofre com problemas de saúde relacionados ao vício, explicou que durante muitos anos desconfiou que suas conversas telefônicas estavam sendo flagradas, mas que pessoas do seu entorno, inclusive seu psicólogo, achavam que ele estava "paranóico". O depoimento foi prestado junto a outras sete vítimas das escutas telefônicas ilegais cometidas entre os anos 90 e 2000, por funcionários do "Mirror Group Newspaper". Todos reivindicam indenizações da empresa de comunicação. Gascoigne, de 47 anos, relatou no julgamento que desconfiava de que o telefone estava grampeado, por ruídos que escutava durante as ligações. "Não podia falar com ninguém, pois tinha medo de falar com as pessoas, meus pais, minha família, meus filhos. Foi horrível. Depois as perguntas perguntam porque eu caí no alcoolismo", disse o ex-jogador da seleção inglesa. O ex-meia lamentou ter tido que esperar 15 anos para falar sobre o caso. De acordo com 'Gazza', os grampos telefônicos arruinaram com sua vida, depois da publicação de, pelo menos, 18 matérias publicadas com informações obtidas através da espionagem. Outras personalidades que também querem ser indenizados são o diretor da "BBC" Alan Yentob, e a atriz Sadie Frost. EFE jm/bg

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