Fora da seleção para dar espaço a jovens, Forlán faz mistério sobre futuro
Mais Esportes|Do R7
Tóquio, 12 mar (EFE).- Depois de ter anunciado a aposentadoria da seleção uruguaia, o atacante Diego Forlán concedeu entrevista à Agência Efe em que fez um balanço sobre os 16 anos com a camisa 'celeste', desde as categorias de base, e admitiu que é o momento de abrir espaço para novos nomes, embora tenha sido enigmático ao dizer se tem fôlego para permanecer no futebol por mais algum tempo. "Fico muito contente por tudo que vivi e por ter feito parte da seleção por tanto tempo. Foram muitos anos desde que fui à primeira convocação, em 1998, na categoria juvenil", lembrou Forlán em entrevista concedida em sua residência em Kobe, no centro do Japão. Forlán anunciou a aposentadoria da seleção uruguaia em entrevista coletiva convocada em Osaka, casa do Cerezo, clube com o qual o ex-jogador do Internacional tem contrato até julho deste ano. Durante a longa trajetória como atleta da 'Celeste', o atacante disputou três Copas do Mundo, as de 2002, 2010 e 2014. Segundo ele, a mais especial foi a de cinco anos atrás. "Sempre me recordarei do Mundial de 2010 por ter conquistado o quarto lugar, o prêmio de gol mais bonito (contra a Alemanha) e os títulos de artilheiro e melhor jogador do torneio", recordou. Autor de 36 gols pela seleção, Forlán revelou que vinha pensando na aposentadoria desde a última Copa e admitiu que teve dificuldades para decidir o momento de parar. "O Uruguai está muito bem, como muitos jogadores jovens e bons. Chega um momento em que é melhor dizer 'chega' e dar espaço para as novas gerações, sobretudo diante de desafios como a Copa América deste ano e as Eliminatórias para a próxima Copa do Mundo", considerou. "A próxima Copa é dentro de três anos, e eu sabia que a probabilidade de estar lá não eram grandes. É difícil dizer 'chega', mas acho que é um bom momento, e estou contente por todas as coisas que conquistei", completou. O ex-atacante de Manchester United, Atlético de Madrid e Inter de Milão, entre outras equipes, conversou sobre a aposentadoria com o técnico do Uruguai, Óscar Tabárez, que, segundo ele, encarou a decisão com naturalidade. "Ele me agradeceu por tudo que forneci para a construção do que a seleção é hoje e por ajudar a definir o tipo de jogadores buscados em um elenco. Disse que entendia a minha decisão e que parecia lógico", revelou. Sobre o futuro, Forlán prefere não apontar uma data para a aposentadoria definitiva nem mesmo o que fará depois do final da disputa da segunda divisão do Japonês. "Não tenho ideia de quanto tempo ainda me resta no futebol. Atualmente me sinto muito bem, jogando bem e com a ideia de continuar aproveitando o futebol", disse o uruguaio, que tem como próximo objetivo levar o Cerezo, rebaixado no ano passado, de volta à elite do Campeonato Japonês. "É mais um desafio. Tive a oportunidade de vir para cá, e infelizmente a equipe caiu. São coisas do futebol. Esperamos poder levá-lo outra vez à elite", salientou o atacante, que se disse encantando com a vida no Japão, mas não sabe se continuará no país ao final do contrato. "Decidirei em função das opções que surgirem. Não penso em voltar ao Uruguai, apenas em desfrutar do momento atual. Logo veremos de onde chegarão as ofertas", finalizou. EFE ahg/dr












