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Fifa tranquiliza seleções classificadas para a Copa

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Entre as dúvidas com a situação do estádio de Curitiba, confirmado como sede na terça, e problemas recorrentes no setor de transportes, a Fifa se preocupou nesta quarta-feira em tranquilizar os treinadores das seleções classificadas, a quatro meses da Copa do Mundo do Brasil.

Um seminário sobre segurança durante o Mundial deve acontecer na quinta-feira e se mostra ainda mais importante agora em função da violência vista no futebol brasileiro nos últimos meses, como na briga entre torcidas em Joinville, em dezembro, e na invasão do CT do Corinthians em fevereiro, que será utilizado pela delegação iraniana durante a competição. Sem falar das manifestações sociais, muitas delas anti-Copa, que geralmente acabam em confrontos com a polícia.


Para começar o encontro, a Fifa fez uma apresentação geral no seminário matinal, em Florianópolis.

Todos os treinadores que comandam seleções classificadas para a Copa foram convidados, mas nove deles não compareceram. Joachim Low, técnico da Alemanha, ficou na Europa para assistir a partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões entre Leverkusen-PSG (0-4), na terça-feira à noite. Já Cesare Prandelli ficou na Itália por "problemas familiares", declarou à AFP a Federação italiana.


Os comandantes de Argélia, Argentina, Bélgica, Chile, Colômbia, Japão e Coreia do Sul também não compareceram. Uma reunião entre os próprios treinadores foi organizada na terça-feira à tarde, após uma sessão de fotos e antes de um bate-papo com a imprensa na zona mista.

A estrela do dia, mais que o espanhol Vicente Del Bosque ou o francês Didier Deschamps, foi o treinador da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, que só chegou ao hotel Costão do Santinho às 12h30 locais.


Um dos temas mais problemáticos abordado nesta reunião foi a questão dos transportes. As delegações alimentam preocupações legítimas em função dos problemas e atrasos encontrados em todo o Brasil, como a lona gigante que virou um terminal provisório no aeroporto de Fortaleza.

Se a Copa das Confederações do ano passado, competição tradicionalmente utilizada como evento-teste para a Copa do Mundo, foi considerada por todos como um sucesso, ela também apresentou falhas.


A seleção uruguaia, por exemplo, precisou cancelar treinamentos em Recife por causa de intermináveis engarrafamentos sobre estradas esburacadas.

"Todas as seleções encontraram problemas, não foi só a gente, mas estamos tranquilos", declarou o técnico da 'Celeste', Oscar Tabarez, entre uma reunião e outra.

Nesta semana, algumas delegações, como a espanhola, sofreram com atrasos nos voos e, na quarta-feira, o técnico de Camarões, Volker Finke, ainda não tinha recebido sua mala, extraviada em São Paulo.

O Brasil promete organizar a 'Copa das Copas", como não cansa de afirmar a presidente Dilma Rousseff, mas antes mesmo do início da competição, já escapou por pouco de um primeiro cartão amarelo, com a confirmação da Arena da Baixada, em Curitiba, como uma das sedes do Mundial, após várias semanas de suspense.

Outras sedes também preocupam, como Cuiabá, na qual o governo pediu um segundo relatório sobre os danos provocados por um incêndio em outubro, ou em Porto Alegre, onde o Internacional, clube dono do estádio Beira-Rio, se recusa a pagar por alguns gastos, mas que deverá ser inaugurado nesta quinta-feira pela presidente.

De fato, apenas sete dos doze estádios previstos estão 100% prontos: o de Natal, entregue no final de janeiro, e os seis usados na Copa das Confederações (Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador e o Maracanã do Rio).

O seminário também falou de outros aspectos práticos, como as obrigações midiáticas durante o torneio e as questões médicas. A Fifa anunciou no último sábado que todos os jogadores do Mundial passarão por um controle rígido, com exames de sangue e urina, a partir do dia 1 de março, como precaução para casos de doping.

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