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Fifa apresenta denúncia na Suíça sobre processo de escolha de sedes da Copa

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Redação Central, 18 nov (EFE).- A Fifa confirmou que apresentou nesta terça-feira uma denúncia na Procuradoria Federal da Suíça, em Berna, por possíveis irregularidades nos processos de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, que serão realizadas na Rússia e no Catar, respectivamente. Em comunicado, a Fifa explicou que colocará à disposição da justiça os relatórios elaborados pelo presidente da Câmara de Investigação do Comitê de Ética, Michael J. García, e pelo vice-presidente do órgão, Cornell Borbély. "Aparentemente, há a suspeita em particular que, em determinados casos, foram realizadas transferências de capitais relacionados com a Suíça, o que precisa de investigação por parte das autoridades judiciais do país", acrescentou a Fifa. A entidade máxima do futebol indicou que, "em contraposição aos nossos órgãos da Fifa, a justiça tem possibilidade de realizar investigação com a ajuda de medidas coercitivas de ordem penal". A Fifa explicou que o presidente do órgão de decisão da Comissão de Ética, Hans-Joachim Eckert, recomendou a apresentação da denúncia ao presidente da entidade, Joseph Blatter. Eckert encerrou no último dia 14 a investigação sobre a concessão das Copas do Mundo de 2018 e 2022, iniciada em 2 de dezembro de 2010, e considerou que não ocorreu "nenhuma violação ou descumprimento das normas ou regulamentos" nas candidaturas de Rússia e Catar. A decisão foi tomada depois de Eckert analisar o relatório de 350 páginas elaborado previamente pela Câmara de Investigação, presidida por Michael J. García. O documento aponta que os países usaram de estratégias como presentear dirigentes da Fifa para captar votos. Alguns já foram punidos pela entidade por descumprirem o código de ética. García discordou das conclusões de Eckert, por entender que elas contêm "várias, incompletas e equivocadas reproduções dos fatos" e anunciou a intenção de apresentar um recurso contra o encerramento do caso. Foram entrevistadas mais de 75 pessoas para a elaboração das 350 páginas do relatório. No entanto, a transcrição das gravações e todas as informações do caso têm mais de 200 mil páginas. Antes de declarar o assunto encerrado há quatro dias, Eckert disse que era impossível publicar o relatório de García na totalidade e divulgou um pequeno compilado de 42 páginas. Após anunciar a medida, Eckert disse que a Fifa se sentia satisfeita com o resultado das investigações e garantiu que os preparativos na Rússia e no Catar seguirão sendo feitos. EFE omm/lvl

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