Família, também de jogadores, quer a permanência do zagueiro Maicon no São Paulo
Mais Esportes|Do R7
A poucos dias de encerrar o empréstimo com o São Paulo, nesta quinta-feira, o zagueiro Maicon tem a torcida da família para que fique e não volte ao Porto, de Portugal. Quem lidera o apoio são os dois irmãos mais novos, também jogadores, e que disputam o posto de fã número 1 do defensor.
Os filhos da família Roque optaram pelo caminho que o pai um dia sonhou em seguir. Maicon, de 27 anos, serviu de exemplo para Muller, de 25, e Maurides, de 22. Os mais novos cresceram na carreira graças à ajuda do primogênito, tido como ídolo desde cedo, muito antes de a torcida do São Paulo o admirar.
A ligação com o clube do Morumbi é familiar. O também zagueiro Muller, atualmente no Kemi, da Finlândia, foi batizado em homenagem ao ex-jogador revelado pelo São Paulo. Já Maurides é atacante e está no Internacional.
"O que eu sou hoje foi meu irmão que me ajudou mesmo. Quando muitos desistiram de mim foi o Maicon que me estendeu a mão", contou Muller. O irmão mais velho o levou para times onde jogou e atuou até como empresário.
Muller ficou dois anos parado. A falta de juízo o tirou de clubes e o levou a trabalhar como despachante, até o telefone tocar. "O Maicon jogava no Porto e falou que queria ajudar e me levar para Portugal. Insistiu para eu não parar", contou.
A passagem em Portugal rendeu um contato para se transferir à Finlândia. Da fria Lapônia, Muller aproveita que os raios solares brilham até de madrugada e facilitam superar as seis horas de fuso horário para ver os jogos de Maicon. "O Muller me dá dicas de marcação e de posicionamento. É o meu treinador como jogador", admitiu o zagueiro do São Paulo ao jornal O Estado de S.Paulo.
O trio dos irmãos Roque se reuniu pela última vez no ano novo, em Portugal. Com Maicon no Porto e Muller no Gondomar, o último a se juntar aos dois mais velhos no país foi Maurides, então no Arouca.
Revelado pelo Internacional, o atacante superou um incidente quando marcou o primeiro gol da carreira, em 2013. O jogador foi dar um salto mortal para comemorar e na aterrissagem rompeu os ligamentos do joelho. "Aprendi a comemorar gols com o Maicon", brincou Maurides, que ficou mais de um ano parado e voltou à boa fase ao ser emprestado ao time português, onde foi vice-artilheiro e ajudou na inédita conquista da vaga à Liga Europa. "Até pensei em parar de jogar, chegava em casa chorando. Mas me superei e dei a volta por cima", disse. Antes de chegar ao Arouca, os dirigentes portugueses ligaram para Maicon para saber referências.
Os dois chegaram a se enfrentar duas vezes pelo Campeonato Português. O irmão mais novo ainda passou fins de semana na casa do zagueiro, para onde ia também Muller.
Os três continuam a se falar diariamente, apesar da atual distância. Hoje em dia, são os mais novos que tentam influenciar no futuro do mais velho. "Espero que ele fique no São Paulo", disse Muller. "O Maicon demonstrou para nossa família que está feliz. É um cara dedicado, por isso tenho orgulho dele", comentou Maurides.












