Fagner minimiza desconfiança: 'Em 2015 diziam que iríamos cair e fomos campeões'
Mais Esportes|Do R7
Uma declaração que incomoda os jogadores do Corinthians é a declaração de que o time é a quarta força do Estado. Formado no clube e um dos atletas que mais tem tempo de casa, Fagner dá de ombros para as críticas e ironiza quem desdenha do elenco ao lembrar da previsão feita por jornalistas e torcedores em 2015. "Falaram que a gente ia cair e fomos campeões. Deixa falar", avisa o lateral-direito, que não se esquivou de comentar assuntos mais delicados, como a fama de ser violento, salários atrasados, saída de jogadores, e também sobre a habilidade nas cobranças de falta e o que esperar do Corinthians nesta temporada.
Confira a entrevista com Fagner:
Acredita que o Corinthians já passa confiança para a torcida ou ainda levará um tempo?
Difícil falar em prazo, até porque o futebol é muito dinâmico, mas a gente espera que o quanto antes a gente consiga amadurecer e ter um bom conjunto. Vamos passar por dificuldades em jogos que farão a gente crescer.
O que acha desta história do Corinthians ser a quarta força do Estado?
Eu assistia muitos programas de TV, mas não vejo mais. Não perco o meu tempo com isso. No tempo livre, quero aproveitar minha família.
Mas concorda com essa opinião?
Deixa todo mundo falar. Em 2015, saíram três jogadores e todo mundo falou que a gente ia cair. No fim, fomos campeões. Ano passado falaram que a gente ia cair também e ficamos bem longe disso. Prefiro assim, lá dentro a gente dá a nossa resposta.
O que o elenco atual tem de diferente dos outros em que você participou?
Todo ano a expectativa é grande de começar bem e estar no caminho da vitória, porque a gente sabe que a cobrança no Corinthians é muito grande. A expectativa é que a gente sempre esteja neste ritmo, fazendo grandes jogos e vitórias, para poder estar disputando títulos.
Sendo um dos poucos remanescentes do título brasileiro de 2015, o que você pensa ao ver o time sendo tão cobrado logo no início da temporada?
A valorização de um time campeão é inevitável. Muitos jogadores tiveram propostas irrecusáveis e toda equipe que perde jogadores precisa se remontar e isso leva tempo, às vezes. Não dá para juntar cinco ou seis caras e montar um time da noite para o dia.
Imaginava tanta cobrança já no começo da temporada?
A gente não sabe o que passa na cabeça do torcedor. É difícil. Uma equipe que ganhou tudo nos últimos anos e passa por um momento de reconstrução, é complicado. O que nos resta é procurar fazer um grande trabalho para reconquistar a confiança do torcedor. Só jogarmos bem que o torcedor volta a nos apoiar.
Por que você foi um dos poucos daquele time de 2015 que ficou no Corinthians?
Estou feliz no Corinthians e sou de São Paulo. Além disso, que eu saiba, não teve nenhuma boa proposta. Se chegou ao clube, não foi nada interessante. Tenho mais dois anos de contrato. Estou sossegado e só quero fazer o meu trabalho por aqui.
É muito difícil trabalhar com salário atrasado?
Cara, depois que você entra em campo, você está honrando o clube e seu nome e a gente não consegue ficar pensando nessas coisas. Mas isso é algo que ficou para trás.
De uns tempos para cá, te rotularam como um jogador violento. Você concorda com isso?
Não preciso falar sobre esse assunto, alimentando isso. A melhor resposta que posso dar é dentro de campo.
Mas você mudou seu estilo. Está mais agressivo em campo?
Meu estilo de jogo sempre foi duro, até por eu ser pequeno. Sempre joguei duro e firme e não posso mudar isso. Eu não posso alisar ninguém e correr o risco de eu me machucar em uma dividida. Cada um tem a sua opinião e fala o que quiser, mas eu respondo dentro de campo.
Dá para trabalhar concentrado mesmo com tanta briga política?
Não interfere em nada. Isso é coisa da diretoria. Não temos nada com isso. A gente só interfere dentro de campo. Fora, é com a diretoria.
Continuar fazendo parte da seleção brasileira é algo que pode pesar caso chegue uma proposta para jogar em um país não muito tradicional?
Difícil falar sem ter nada concreto. É uma situação de momento. Tem que pesar família e muita coisa que você tem que se decidir em minutos. O que sei é que agora estou tranquilo no Corinthians.
Você tem se destacado nos treinos de cobranças de falta. Isso é algo que você está aprimorando ou nunca teve oportunidade de mostrar?
A verdade é que eu dei muito azar. No Vasco, tinha o Juninho Pernambucano. Aqui, o Jadson que manda muito bem. Até 2010 eu treinava mais falta, mas tive problema de púbis e acabei "tirando o pé" e me preocupando mais em me preparar bem para o jogo. Agora estou voltando. E eu sempre peguei bons batedores no meu time. Juninho Pernambucano, Fellipe Bastos, Bernardo, Jadson... Gosto de treinar e se surgir a oportunidade, bato. Mas pode deixar para eles. Eu fico quietinho.












