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Eto'o pede medidas mais estritas na luta contra racismo

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Londres, 10 mar (EFE).- O atacante Samuel Eto'o, do Sampdoria, pediu durante um evento em Londres que sejam tomadas medidas mais duras contra o racismo, segundo informações divulgadas nesta terça-feira pela emissora britânica "BBC". "Temos que aplicar leis mais estritas para lutar contra estes abusos", disse o jogador camaronês durante cerimônia na qual foi agraciado por seu trabalho contra a discriminação racial. Eto'o, que nesta terça completa 34 anos, recebeu no Palácio de Kensington a Medalha europeia à tolerância por parte do Conselho Europeu sobre Tolerância e Reconciliação. Durante seu discurso, o atacante lembrou o incidente ocorrido no metrô de Paris envolvendo torcedores do Chelsea, que impediram um homem negro de entrar no vagão em que estavam. O ocorrido, segundo Eto'o, o impactou. O próprio jogador já foi vítima de racismo algumas vezes. Em 2006, quando defendia o Barcelona, o camaronês ameaçou deixar o gramado em uma partida contra o Zaragoza em La Romareda depois que um grupo de torcedores imitou o som emitido por macacos a cada vez que ele tocava na bola. Na Itália, no tempo em que Eto'o ainda defendia a Inter de Milão, o árbitro interrompeu uma partida contra o Cagliari na casa do adversário depois que uma parte da torcida local entoou cânticos racistas. Por fim, o atleta africano negou que a Rússia, país anfitrião da Copa do Mundo de 2018 e onde defendeu o Anzhi de 2011 a 2013, seja um país racista. "Minha experiência na Rússia foi a mais bonita da minha carreira. Saí de lá com a melhor das impressões", destacou. EFE jp/dr

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