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BRASILEIRO 2022

Erick Silva revela que impostos no Brasil tornam lutas nos EUA mais rentáveis, mas aponta vantagens

Atleta do UFC fará segunda luta mais importante da noite no dia 9 de outubro, em Barueri

Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

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Erick Silva fará sua quinta luta em eventos do UFC no Brasil
Erick Silva fará sua quinta luta em eventos do UFC no Brasil

O aumento do número de eventos realizados pelo UFC no Brasil facilita cada vez mais a entrada de lutadores do País na organização, já que para tentar lotar os ginásios é imprescindível que o card dos shows tenha, no mínimo, metade das vagas ocupadas pelas cores verde e amarelo.

Em contrapartida, alguns atletas de alto calibre acabam deixando de participar de edições estreladas no exterior para servir como chamariz para o público, situação que acaba refletindo diretamente no bolso dos envolvidos, como é o caso do capixaba Erick Silva.


Escalado para sua sexta apresentação no octógono, o ‘Índio’ fará sua quinta luta em torneios do UFC em solo brasileiro, fato que, aliado aos altos impostos do País, reduzem seu ganho líquido após os combates, como revelado pelo próprio atleta em conversa com jornalistas na última terça-feira (20), em São Paulo.

— Financeiramente, realmente é melhor lutar lá [EUA]. Se paga menos imposto e a gente já recebe e deposita na hora, já fica lá na conta. Quando lutamos aqui, já vem descontado, e acabamos recebendo menos.


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No entanto, embora haja lutadores que prefiram competir nos EUA para pagar menos impostos, o próprio Erick Silva é um exemplo de como capitalizar as vantagens de se competir em casa, onde seu nome ganha projeção instantânea junto à torcida.


Novo queridinho do público brasileiro, o capixaba soube mesclar um bom trabalho de marketing que, aliado ao bom desempenho nos eventos nacionais, lhe renderam melhorias em contratos com patrocinadores, revertendo a situação dos dólares perdidos com os impostos.

— Aqui, recebemos menos, mas, no Brasil, nos projetamos mais. Fazemos essa troca. Consigo mais patrocínios, me vendo melhor e faço mais seminários. Ter meu nome forte aqui é melhor para mim. A bolsa da luta, como dizemos, é um bônus, e o que realmente me segura e sustenta é o patrocínio, que conto todo mês. Com nome forte, mesmo ganhando menos, entre aspas, ganho bem mais com meus patrocinadores.

Aos 29 anos e dono de um cartel de 15 vitórias e apenas três derrotas, Erick prepara seu retorno ao octógono para o próximo dia 9 de outubro, quando encara o coreano Dong Hyun Kim na segunda luta mais importante do UFC Barueri.

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