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ENTREVISTA-"Sou único que pode vencer Blatter", diz Platini

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Por Mike Collett

ASTANA, 27 Mar (Reuters) - O presidente da Uefa, Michel Platini, disse à Reuters na quinta-feira ser a única pessoa capaz de vencer o atual presidente da Fifa, Joseph Blatter, em uma batalha eleitoral pela presidência da entidade.


O francês de 58 anos enfatizou que ainda tinha de decidir se ele se candidataria ao cargo mais alto do futebol mundial no próximo ano, mas disse à Reuters, em uma entrevista após o Congresso da Uefa, no Cazaquistão: "Há apenas uma pessoa que pode vencer Blatter". Questionado quem seria, Platini respondeu: "Eu".

O ex- meia francês também contou que disse ao investigador da Fifa Michael Garcia por que, como membro do comitê executivo da organização, ele votou a favor da Rússia e do Catar para sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022.


Platini acrescentou que seria "o primeiro" a lutar contra qualquer tentativa de impedir Garcia de investigar as alegações de corrupção envolvendo a Fifa .

Presidente da entidade que comanda o futebol europeu desde 2007, Platini disse que decidiria mais tarde neste ano se vai se candidatar à presidência da Fifa.


Questionado se teria apoio suficiente fora da Europa, ele respondeu: "Sim, eu tenho muitas pessoas que me apoiam ao redor do mundo, mas eu ainda não decidi se vou concorrer".

"Estou feliz de ser presidente da Uefa, e eu ainda tenho de decidir sobre a Fifa. Vou consultar muitas pessoas, mas será minha decisão pessoal no final."


O suíço Blatter, de 78 anos, presidente da Fifa desde 1998, já deu dicas de que pretende se candidatar à reeleição para um quinto mandato, mas não vai anunciar suas intenções até o Congresso Anual em São Paulo antes da Copa do Mundo, em junho.

Até agora, apenas Jerome Champagne, ex- assessor de Blatter na Fifa, onde também foi vice-secretário-geral, anunciou sua candidatura.

Platini trouxe uma série de inovações para a Uefa e, como membro do executivo da Fifa, que participou da decisão sobre as sedes da Copa de 2018 e 2022, disse não ter preocupações em revelar ter votado para a Rússia e o Catar.

"Eu não tive nenhum problema em dar o meu voto para a Rússia. A Europa já teve 10 Copas do Mundo, mas nenhuma foi na Rússia, e o Catar é uma nova fronteira", acrescentou.

A Fifa enfrenta denúncias de corrupção sobre as votações que elegeram as sedes de 2018 e 2022, e Blatter iniciou um processo de reforma em 2011 para analisar a decisão de dezembro de 2010, que concedeu os torneios à Rússia e ao Catar.

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