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Empresário revela que pressão abalou jogo de Shogun no UFC: “Ele lutou com medo de perder”

Leonardo Salomão diz que equipe trabalhará lado psicológico do atleta antes de novo duelo

Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

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Maurício Shogun foi finalizado por Sonnen ainda no primeiro round
Maurício Shogun foi finalizado por Sonnen ainda no primeiro round

Se passaram menos de duas semanas desde a derrota de Maurício ‘Shogun’ para Chael Sonnen no UFC e, desde então, o curitibano sofre com a mistura de críticas e descrença por parte dos fãs, que não perdoam suas inconstantes apresentações no octógono.

Acostumados com as expressivas vitórias da época do Pride, os torcedores mais impacientes podem, inclusive, auxiliar no processo de desgaste do atleta que, pressionado pela busca de bons resultados, estaria se apresentando “travado”. O resultado, como visto recentemente no octógono, seria um Shogun longe daquele que chegou ao topo do MMA mundial aos 23 anos.


Quem revela tal cenário com exclusividade ao R7 é Leonardo Salomão, empresário do atleta que não esconde a necessidade de realizar um trabalho psicológico com o curitibano assim que os treinos de base forem retomados.

- Ele volta aos treinos de manutenção nesta segunda, já que não tem luta marcada. Quem não acompanha, não sabe o quanto ele se dedica, e acha que ele não treina direito. Ele já vem com uma carga muito grande de pressão, e temos que trabalhar essa parte psicológica, porque ele se cobra muito.


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Amigo de Shogun há 20 anos, Salomão é, assim como o lutador do UFC, faixa preta de jiu-jitsu e muay thai, modalidades que chegou a treinar com seu cliente. Hoje, como empresário, ele frisa que a proximidade de tanto tempo o faz conhecer melhor os mínimos sinais do ex-campeão dos meio-pesados (93 kg).


Talvez por isso, ele tenha a liberdade de falar abertamente sobre o momento conturbado do ex-atleta da academia Chute Boxe, que pela primeira vez em mais de dez anos como profissional acumulou duas derrotas seguidas na carreira.

— Na entrada para a luta, na minha opinião, senti ele muito tenso, pressionado. Depois da luta ele estava muito abatido, não estava aguentando a pressão e disse que não poderia ter perdido, que teve medo de perder. Mas ele perdeu para alguém que se dedicou muito nos treinos, acontece. Ele se sente reprimido, e quem tem medo de perder não ataca.


Com a derrota, Shogun, que apesar da história no esporte tem apenas 31 anos, caiu para a nona posição no ranking oficial do UFC em sua categoria. Pouco para quem, ao lado de Minotauro, foi o único atleta a se sagrar campeão tanto no Pride como no UFC.

— Antigamente, ele não tinha compromisso. Ia lá e lutava para frente e batia em todo mundo. Hoje, ele não tem o direito de fazer luta feia, não pode errar e nem cansar. Quando perde, ele é ruim, ninguém reconhece o talento do adversário. Foi assim com o Jon Jones, que hoje é o campeão. E agora é com o Sonnen.

Se, de fato, a queda de rendimento for passível de tratamento no campo da psicologia esportiva, não é apenas o competidor que terá de passar pela avaliação de um profissional qualificado. Nos bastidores, seu staff – treinadores, empresário e sparrings – também terão que desempenhar papel fundamental.

E, nesse momento instável, o primeiro passo é devolver a confiança ao atleta, que nos últimos meses trocou sistematicamente os principais membros que o ajudavam a gerir sua carreira.

— Essa troca de equipe atrapalha muito, pois não se consegue firmar uma linha de trabalho. Mas ele busca o melhor para ele. Eu, como empresário, não influencio muito nos seus treinos. Faço o meu trabalho, e os treinadores fazem o deles. O Shogun tentou se reciclar recentemente, pois estava se sentindo um pouco preso, foi quando ele parou de trabalhar com o Dida. O Rafael Cordeiro, como poucos sabem, quase trabalhou nesse camp com o Maurício, e tem tudo para fazer parte do próximo.

E, se o objetivo é retomar o estilo agressivo e dinâmico que o tornou famoso no Pride, voltar subir no ranking do evento e, de quebra, atrair o apoio e a atenção dos fãs, nada melhor do que uma revanche contra Rogério ‘Minotouro’.

Ainda em 2005, quando se encontraram nos ringues japoneses, o desempenho vitorioso de Shogun tornou o até então desconhecido parceiro de treinos de Wanderlei Silva em um aspirante a ídolo. Então, porque não pensar em um recomeço pela mesma estrada?

— Verbalmente, as duas partes querem. Já foi conversado com o Joinha [empresário de Minotouro], que disse “Vamos embora”. Os dois atletas querem, eles são excelentes e estão bem ranqueados. É o sonho deles, mas nada foi oficializado.

A resposta da organização não demorará a sair. Se positiva ou negativa, ela chegará ao ouvido dos fãs até o fim da primeira quinzena de setembro. Para os mais saudosistas e otimistas, vale cruzar o dedo por um confronto entre eles, mas como técnicos do TUF Brasil 3. Afinal, ambos são a favor desta hipótese.

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