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BRASILEIRO 2022

Em duelo de 9 gols, Barcelona bate Sevilla e conquista Supercopa da Europa

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Tblisi, 11 ago (EFE).- O Barcelona tomou susto, mas venceu nesta terça-feira o Sevilla, em Tblisi, na Geórgia, por 5 a 4, depois de disputa de tempo normal e prorrogação, conquistando assim a Supercopa da Europa, de que agora é o maior vencedor, ao lado do Milan, com cinco troféus. A partida começou com o campeão da Liga Europa na frente, aos 3 minutos do primeiro tempo, com gol de falta do argentino Éver Banega. Também na bola parada, Lionel Messi respondeu o compatriota, igualou e virou para o dono da taça da Liga dos Campeões, marcando aos 7 e 16 minutos, respectivamente. A partir daí, o time catalão passou a mandar no jogo, marcando aos 44 da etapa inicial com Rafinha e aos 7 da etapa final com Luis Suárez. A equipe da Andaluzia, no entanto, mostrou poder de reação, marcando com José Antonio Reyes, aos 12, Kevin Gameiro, aos 27 (de pênalti), e Yevhen Konoplyanka, aos 36. No tempo extra, o ritmo caiu muito, com o rivais mostrando cansaço, principalmente por se tratar de início de temporada. Aos 9 da etapa complementar, após duas tentativas de Messi, Pedro pegou rebote e fuzilou para o fundo das redes, no que pode ser seu último gol pelo Barça, devido especulações de transferência para Manchester United ou Bayern de Munique. Esta foi a quinta vez que o os 'blaugranas' levantaram o troféu - as outras foram em 1992, 1997, 2009 e 2011 -, igualando o Milan na condição de maior campeão. A equipe 'rossonera' levou a melhor na disputa em 1989, 1990, 1994, 2003 e 2007. Além disso, Messi e companha deram o troco na derrota para o Sevilla em 2006. A vitória em Tblisi, ainda faz com que o Barcelona siga com chances de levantar todos os troféus disputados neste ano. Já campeão da 'Champions', do Campeonato Espanhol e da Copa do Rei, com a Supercopa da Europa, só restam ao clube a Supercopa da Espanha, em que encarará o Athletic Bilbao, e o Campeonato Mundial de Clubes. Hoje, o time catalão chegou para o jogo desfalcado de Neymar por causa de uma caxumba. Outro que não pôde atuar foi o lateral-esquerdo Jordi Alba, que se recupera de lesão, assim como Douglas. Os meias Arda Turan e Aleix Vidal, por outro lado, não estarão disponíveis até janeiro, devido punição ao clube. No Sevilla, o zagueiro Daniel Carriço e o meia Steven N'Zonzi ficaram de fora da partida. O segundo, por causa de uma gastroenterite causada por salmonella, que também afetou os zagueiros Timotheé Kolodziejczak e Adil Rami, que formaram a dupla de zaga da equipe. Entre os titulares, se Neymar ficou fora, Rafinha Alcântara foi o substituto, tenho a companhia de Daniel Alves. Adriano, no Barcelona, e Mariano, no time andaluz, começaram a partida no banco de reservas, sendo que apenas o ex-Fluminense entrou em campo, na etapa complementar. O confronto começou a mil por hora na capital da Geórgia. Logo no primeiro minutos, em jogada confusa, Mascherano fez falta em Reyes. Na cobrança, Banega mostrou extrema categoria, acertando o ângulo de Ter Stegen, que ficou imóvel. A resposta barcelonista não demorou a vir e na mesma moeda. Desta vez, Krychowiak fez falta em Suárez na entrada da área, e coube a Messi cobrar na "gaveta". O goleiro Beto se esticou todo, mas não conseguiu alcançar a bola enviada de maneira precisa. Aos 16, em nova cobrança de falta, o camisa 10 do time catalão voltou a mexer no placar. Ainda de mais longe, com mais força no pé esquerdo, Messi acertou outra vez o canto direito do experiente português e reverteu o marcador. O Barça chegou a balançar as redes do Sevilla pela terceira vez, aos 28 minutos, com Suárez, mas o lance acabou anulado pela arbitragem comandada pelo escocês William Collum, que apontou posição irregular do atacante uruguaio. Daniel Alves, Rakitic e Iniesta até tentaram no decorrer da primeira etapa, enquanto o Sevilla mostrava dificuldades em agredir. Lance mais perigoso, no entanto, foi da equipe andaluz, aos 41, quando Krohn-Deli, Gameiro chegou a tocar na bola dentro da pequena área, mas Daniel Alves apareceu para estourar e afastar. A resposta 'blaugrana' veio aos 44 minutos, em contra-ataque que teve Suárez batendo, o goleiro Beto defendendo, mas no rebote o uruguaio dando passe espetacular para Rafinha. O brasileiro tocou de leve e ampliou o placar em Tblisi. Na etapa complementar, o primeiro lance de ataque veio depois de um vacilo da defesa do Sevilla, que cochilou mais de uma vez, permitindo que Suárez desse chute perigoso, que acabou saindo por cima do gol de Beto. Aos 7, em nova bobeada, Trémoulinas entregou a bola no pé de Busquets, que só precisou rolar a bola para que o atacante uruguaio fuzilasse o goleiro adversário, fazendo seu primeiro gol no jogo e o quarto do Barça. O campeão da Liga Europa rapidamente deu demonstração de reação, descontando aos 11 minutos. Após jogada de velocidade, Vitolo cruzou da esquerda e encontrou Reyes na área. O meia finalizou de bate-pronto para vencer Ter Stegen. O gol não incomodou o Barça, que ficou perto do quinto aos 16 minutos, quando Rakitic cobrou escanteio da esquerda e Rafinha apareceu bem para testar, acertando a bola no travessão. O jogo, que parecia nas mãos do time 'blaugrana', começou a esquentar de vez aos 25 minutos, quando Mathieu fez pênalti em Vitolo. A cobrança ficou a cargo de Gameiro, que encheu o pé e não deu chances para Ter Stegen. De olho em espantar a zebra, Messi reapareceu aos 28, recebendo bola na entrada da área e dando forte chute ao gol. Beto, ainda que sem jeito, fez defesa de soco, evitando que o Barça abrisse vantagem confortável outra vez. A zebra, que parecia improvável, tomou corpo aos 36 minutos, quando três jogadores que haviam acabado de entrar, mexeram no placar. Mariano cobrou latera, Immobile ganhou disputa com Bartra após cobrança de lateral e cruzou na medida para Konoplyanka balançar as redes com gol quase aberto. Na tentativa de evitar a prorrogação, Messi apostou no tiro livre outra vez, em cobrança quase perfeita aos 44 minutos do segundo tempo. Para o craque tirar 10, faltou o gol, já que acertou a bola na trave defendida por Beto. O tempo normal acabou com o placar de 4 a 4, forçando a necessidade de mais 30 minutos de duelo. O ritmo do jogo, no entanto, caiu bastante, com o confronto passando a ter o Barça segurando o máximo possível a bola, enquanto o Sevilla se fechou. Em rara subida ao ataque, o campeão da Liga Europa quase fez o quinto gol aos 15 minutos do primeiro tempo, em chute de fora da área de Mariano, que apesar do desvio em Mathieu, parou na defesa de Ter Stegen. A etapa complementar teve ritmo ainda mais lento, mas foi quando a partida acabou decidida. Aos 9 minutos, Messi cobrou falta na barreira, acertou chutaço no rebote, que acabou defendido por Beto. Pedro, que havia havia entrado no início da prorrogação, pegou nova sobra e bateu para o fundo das redes. O Sevilla não desistiu e ficou muito perto de marcar três minutos após sofrer o quinto, quando Coke escorou cobrança de falta na área, de cabeça, fazendo a bola passar à direita do goleiro alemão Ter Stegen. O drama andaluz aumentou ainda mais quando Immobile fez grande jogada pela esquerda aos 16 minutos da etapa final da prorrogação e bateu forte para dentro da área. Rami apareceu no segundo pau e tocou com o joelho na bola, que saiu muito perto do gol, para desespero de jogadores, técnico e torcedores. Ficha técnica. Barcelona: Ter Stegen; Daniel Alves, Piqué, Mascherano (Pedro) e Mathieu; Busquets, Rakitic e Iniesta (Roberto); Messi, Rafinha (Bartra) e Luis Suárez. Técnico: Luis Enrique. Sevilla: Beto; Coke, Krychowiak, Rami e Trémoulinas; Krohn-Deli, Banega, Reyes (Konoplyanka), Iborra (Mariano) e Vitolo; Gameiro (Immobile). Técnico: Unai Emery. Árbitro: William Collum (Escócia), auxiliado pelo compatriota Francis Connor e pelo irlandês Damien McGraith. Gols: Messi (2), Rafinha, Suárez e Pedro (Barcelona); Banega, Reyes, Gameiro e Konoplyanka (Sevilla). Cartões amarelos: Pedro, Busquets e Daniel Alves (Barcelona); Krychowiak, Coke, Banega, Immobile e Krohn-Deli (Sevilla). Estádio: Boris Paichadze Dinamo Arena, em Tbilisi (Geórgia). EFE bg/rd

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