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Em clima de paz e tranquilidade, torcedores fazem bonita festa em Osasco

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O clima de paz tomou conta do estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco (SP), e arredores. Era a decisão do Campeonato Paulista, mas parecia ser um jogo qualquer. Muita descontração, festividade e uma sensação de que os torcedores presentes na partida entre Audax e Santos estavam lá apenas para ver um bom futebol e devem ter saído do estádio satisfeitos com o empate por 1 a 1.

Ao contrário dos gritos de guerra, escoltas policiais e ameaças, corriqueiros em clássicos, muita brincadeira e harmonia entre os torcedores. Para os mais nostálgicos, em determinados momentos a partida lembrava os jogos do Juventus, cheio de torcedores de outras agremiações que vão a Rua Javari por serem simpatizantes do Moleque Travesso.


A reportagem do jornal O Estado de S.Paulo presenciou muitas crianças e mulheres em torno do estádio. "Já que meu time não conseguiu chegar na final, viemos dar uma força para o Audax", disse a corintiana Sueli Mendes.

O estádio fica localizado em uma região residencial de Osasco, o que permitiu presenciar cenas curiosas para um dia de final. A poucos metros de uma das entradas para torcedores, um homem lavava seu carro tranquilamente no quintal de casa, sem dar bola para a movimentação, tampouco os cavalos da Polícia Militar que estavam parados. Na casa ao lado, uma senhora oferecia vaga de garagem em sua casa pelo preço de R$ 30 enquanto assistia tranquilamente a um programa de TV.


Nos arredores do estádio, uma mistura de torcida fez com que aquele clima bélico corriqueiro em decisões fosse esquecido. "Sou são-paulino e aproveitei a partida para vir ao estádio com meu pai, que é santista. Ainda não tivemos ainda a chance de assistir um clássico, porque é perigoso", lamentou Robson de Souza.

Mas engana-se quem acha que o Audax não tem torcedor fiel. "Sou só Audax. Vim em todos os jogos em casa e só vou estar contente se formos campeões", disse Bruno Rodrigues.


Santistas e torcedores do Audax chegavam juntos ao estádio e ambulantes vendiam camisas dos dois times. "A gente vendia umas 10 ou 15 camisas por jogo. Só hoje (domingo) já vendi umas 30 e ainda faltam umas horas para o jogo (era 14h45). Até pedi para irem buscar mais", comemorou o vendedor Walmir, que esbanjava bom humor para convencer os torcedores. "Olha a camisa do Audax. Só R$ 40. Pega logo porque se a gente vencer hoje vai virar R$ 100", gritava.

PROMESSA - Entre os torcedores chegando ao estádio com a camisa vermelha do Audax estava José Ferreira Neto, que foi assistir a partida com o genro, Almir, por causa de uma aposta. "Sou santista e na primeira fase prometi que se o Audax fosse para a final, eu levaria ele ao jogo e iria torcer para o Audax, mesmo se fosse contra o Santos", contou, em gargalhadas.


Único momento de maior tensão ocorreu no intervalo da partida, quando houve uma ríspida discussão entre um sócio do Audax e o ex-jogador Marcelo Silva, por causa de lugares no camarote. Após alguns gritos, cada um foi para o seu lado e tudo acabou em paz.

Na etapa final, Mike abriu o placar para o Audax e fez a alegria de corintianos, são-paulinos e palmeirenses. Além, claro, dos osasquenses. Mas Ronaldo Mendes deixou tudo igual e manteve a decisão em aberto.

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