Em clássico pegado, Agüero marca e dá vitória à Argentina sobre o Uruguai
Mais Esportes|Do R7
La Serena (Chile), 16 jun (EFE).- Na partida mais aguardada da primeira fase desta edição da Copa América, Argentina e Uruguai protagonizaram um clássico bastante pegado e com emoção até os instantes finais nesta terça-feira em La Serena, e a 'Albiceleste' venceu por 1 a 0, dando passo importante para se classificar para as quartas de final. O jogo disputado no estádio La Portada foi decidido com um gol de Agüero, no começo do segundo tempo. A 'Celeste' ainda martelou até o último instante em busca da igualdade, mas sofreu a primeira derrota no torneio. O resultado levou a Argentina à liderança do grupo B, com quatro pontos empatada com o Paraguai em todos os critérios. Também nesta terça, a 'Albirroja' bateu a Jamaica, lanterna, por 1 a 0. Já o Uruguai parou nos três pontos e aparece em terceiro. A rodada final da chave está marcada para o próximo sábado. Os uruguaios farão confronto direto com os paraguaios, que jogarão pelo empate no estádio La Portada. Já os argentinos irão a Viña del Mar encarar os 'Reggae Boys'. A Argentina teve duas mudanças em relação à estreia, a volta do lateral-direito Zabaleta, que foi desfalque contra o Paraguai, e a entrada do volante Biglia na vaga de Banega, aumentando o poder de marcação do meio-campo 'albiceleste'. Enquanto 'Tata' Martino pensou mais na parte defensiva, Óscar Tabárez tornou o Uruguai mais ofensivo com a única troca que fez, também no meio. Sánchez saiu, Lodeiro atuou mais recuado e permitiu a entrada de Álvaro González. O árbitro da partida foi o brasileiro Sandro Meira Ricci, que, apesar da dificuldade do clássico, não comprometeu. Ele optou por levar na conversa depois das jogadas mais duras, e sua medida mais polêmica foi excluir 'Tata' do jogo, ainda no primeiro tempo. Embora as escalações pudessem fazer prever o contrário, foi a Argentina quem atacou mais. Na primeira finalização mais perigosa da partida, aos nove minutos de bola rolando, Agüero fez o pivô e ajeitou para a chegada de Di María, que bateu de primeira e parou no goleiro Muslera. A pressão da equipe dirigida por Martino ia crescendo, e Pastore poderia ter incomodado aos 19. Messi fez boa jogada e serviu o meia, que ajeitou e chutou sem muita força, facilitando o trabalho do arqueiro rival. A 'Celeste' demorou, mas enfim deu trabalho aos 21. Lodeiro cobrou escanteio da direita, Godín ganhou pelo alto na primeira trave e cabeceou tirando tinta da trave. Quatro minutos depois, veio a resposta argentina também pelo alto, com Agüero, que recebeu de Messi e tentou pegar Muslera no contrapé, mas o goleiro espalmou, e a defesa completou o serviço. A bola aérea era a principal arma dos uruguaios, que assustou novamente aos 29, quando Maxi Pereira levou a melhor na força pela direita e levantou. Rolán cabeceou com estilo, mas errou o alvo. A partida então teve uma queda no ritmo, com várias jogadas mais ríspidas e pouco trabalho dos goleiros. Quem quebrou a inércia foi Cavani, que deu o ar da graça aos 45 minutos. Depois de cobrança de falta, o jogador do Paris Saint-Germain girou bem, mas chutou para fora. O segundo tempo começou com uma jogada aparentemente despretensiosa do Uruguai, mas que se tornou a melhor finalização da equipe até então. Maxi Pereira avançou pela direita, não recebeu combate de Rojo, entrou na área e, como teve espaço, encheu o pé. Romero espalmou para o meia e a zaga cortou. Cavani estava isolado à frente à espera de um lançamento que pegasse a defesa argentina desprevenida, o que acabou acontecendo aos oito. O centroavante até conseguiu dominar na meia direita, mas Romero saiu bem e afastou em lateral. Logo em sua primeira boa descida ao ataque depois do intervalo, aos 11 minutos, a Argentina fez 1 a 0. Pastore deixou a marcação na saudade com bonito drible e abriu para Zabaleta cruzar a meia altura. Agüero "voou" para se antecipar e cabecear no ângulo esquerdo. O próprio Agüero poderia ter deixado a situação da 'Albiceleste' mais tranquila aos 15, mas foi fominha. 'Kun' carregou pelo meio e poderia ter servido Di María na esquerda, mas preferiu o chute e mandou sem força, praticamente recuando para Muslera. O clássico era cada vez mais nervoso, e Sandro Meira Ricci preferia contemporizar a distribuir cartões após lances mais violentos. No futebol propriamente dito, aos 29 minutos, o Uruguai desperdiçou chance incrível. Maxi Pereira bateu, Romero deu rebote para frente e, com o camisa 1 caído, Rolán concluiu por cima. O Uruguai aumentava a pressão, enquanto a Argentina tentava encaixar um contra-ataque. Álvaro González soltou uma bomba raspando a trave esquerda aos 34, e Messi respondeu aos 37, em tabela com Tévez. O camisa 10 pegou em cheio na bola, e o goleiro espalmou do jeito que deu. O fim de jogo foi praticamente um ataque contra defesa, e a 'Celeste' arrancou o "uh" da torcida algumas vezes, mas não empatou. Na oportunidade mais clara, aos 44 minutos, Abel Hernández bateu forte da direita da área e Romero garantiu os três pontos e uma bonita interceptação. Ficha técnica:. Argentina: Romero; Zabaleta, Garay, Otamendi e Rojo; Mascherano, Biglia, Pastore (Banega) e Di María (Pereyra); Agüero (Tévez) e Messi. Técnico: Gerardo Martino. Uruguai: Muslera; Maxi Pereira, Godín, Giménez e Álvaro Pereira; Arévalo Ríos, Lodeiro (Hernández), González e 'Cebolla' Rodríguez (Sánchez); Rolán e Cavani. Técnico: Óscar Washington Tabárez. Árbitro: Sandro Meira Ricci, auxiliado por Emerson de Carvalho e Fabio Pereira. Cartões amarelos: Mascherano, Rojo e Romero (Argentina); Lodeiro e Álvaro Pereira (Uruguai). Gol: Agüero (Argentina). Estádio: La Portada, em La Serena (Chile). EFE dr/rd












