Em casa, Chile tenta conquistar seu primeiro título de expressão
Mais Esportes|Do R7
Nelson Sandoval Díaz. Santiago, 9 jun (EFE).- Com 36 participações nas 43 edições da Copa América realizadas desde 1916, o Chile sediará a competição pela sétima vez e aposta em uma geração talentosa para tentar não só conquistá-la pela primeira, como também somar um inédito título de expressão a seu histórico. Apesar de representar um país com tradição no futebol, que tem como maiores feitos o terceiro lugar na Copa do Mundo de 1962, da qual também foi anfitriã, e a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2000, a seleção chilena jamais venceu a competição continental (foi vice-campeã em 1955, 1956, 1979 e 1987) ou qualquer outro torneio oficial. O sonho de quebrar o jejum é alimentado por uma geração que, para muitos dos 17 milhões de habitantes do país, é a melhor da história da 'Roja', acima até da liderada por Ivan Zamorano e Marcelo Salas, com vários representantes cumprindo um bom papel no primeiro mundo do futebol. O atacante Alexis Sánchez (Arsenal-ING), os volantes Arturo Vidal (Juventus-ITA) e Gary Medel (Inter de Milão-ITA), o goleiro Claudio Bravo (Barcelona-ESP) são os principais expoentes desse núcleo, que conta com três jogadores muito conhecidos do futebol brasileiro: os meias Valdívia (Palmeiras) e Aránguiz (Inter) e o lateral Mena (Cruzeiro). Outro ativo importante é o técnico argentino Jorge Sampaoli, que manteve o ciclo virtuoso iniciado por seu compatriota Marcelo Bielsa no futebol chileno. Vários jogadores do elenco que vai à Copa América integraram a seleção sub-20 terceira colocada no Mundial do Canadá, em 2007, e participaram das campanhas na Copa América de 2011 e nas Copas do Mundo de 2010 e 2014, o que dá maturidade ao grupo. No entanto, os resultados desta seleção não superaram os anteriores. Nos Mundiais da África do Sul e do Brasil, a barreira foram as oitavas de final, como ocorreu com a equipe dirigida por Nelson Acosta na Copa de 98, na França. E tanto nesta última como nas de 2010 e 2014, o Brasil foi o carrasco. Na Copa América de 2011, sob a batuta do também argentino Claudio Borghi, o Chile caiu nas quartas, ao perder por 2 a 1 para a Venezuela, assim como quatro anos antes, com Nelson Acosta no banco. A eliminação foi mais uma vez diante do Brasil, com uma goleada por 6 a 1. Além dos quatro vices, as melhores campanhas do Chile na Copa América foram o terceiro lugar nas edições de 1926, 1941, 1945, 1967 e 1991, e o quarto nas de 1916, 1917, 1919, 1920, 1924, 1935, 1939, 1947, 1953 e 1999. Na teoria, o primeiro passo na campanha rumo ao sonhado título não se apresenta difícil. No sorteio realizado em Viña del Mar no dia 24 de novembro do ano passado, o Chile caiu no grupo A junto com Equador, México (que levará um time "B") e Bolívia. Para afastar a pressão da torcida e ficar mais longe da imprensa, o elenco se preparou em regime de concentração total, enclausurado em um antigo convento em uma pequena cidade a mais de cem quilômetros de Santiago. EFE ns-hbr/id





