Ecclestone diz que não quer equipes "pedindo esmola na Fórmula 1"
Mais Esportes|Do R7
São Paulo, 8 nov (EFE).- Presidente da FOM (Formula One Management) e da FOA (Formula One Administration), Bernie Ecclestone considerou neste sábado um "desastre" a ideia da escuderia malaia Caterham de fazer um 'crowdfunding' (financiamento coletivo) para permanecer na competição e afirmou que não quer ver equipes "pedindo esmola". "Acho que é um desastre. Não queremos gente que está pedindo esmola. Se essas pessoas não podem pagar para estar na Fórmula 1, devem encontrar algo diferente para fazer", disse no circuito de Interlagos. Ainda sem encontrar um comprador para garantiu seu futuro, a Caterham, através dos atuais administradores, criou uma página na internet ("www.crowdcube.com/caterham") para que as pessoas contribuam com uma doação ou adquiram produtos da escuderia, de roupas com o logotipo até aerofólios dos carro. A equipe espera arrecadar até o dia 14 de novembro, data final da campanha, as 2,35 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 9,54 milhões) que precisa para disputar a última corrida do ano, o GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. "Se estou em uma partida de pôquer e não posso apostar com outras pessoas, estou morto e tenho que abandonar", acrescentou. Para Ecclestone, a situação da Caterham e da Marussia, que não puderam comparecer às provas dos Estados Unidos, diputada na semana passada em Austin (Texas), e do Brasil, neste fim de semana, está relacionada a problemas administrativos e não à falta de fundos. "Nós demos às equipes cerca de 900 milhões de dólares por ano", revelou o dirigente da Fórmula 1. "Quando eu tive uma equipe há alguns anos, eu costumava correr de acordo com quanto dinheiro podíamos gastar e nós ganhamos o mundial", argumentou. EFE ass/vnm












