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Dono de equipe e chefe do filho, Alain Prost vê Fórmula E como "novo desafio"

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Adrian R. Huber. Monte Carlo, 8 mai (EFE).- Dono da equipe e.dams-Renault, que lidera a classificação de construtores da primeira temporada da Fórmula E com ajuda de seu filho Nicolas, terceiro colocado entre os pilotos, Alain Prost, que em fevereiro completou 60 anos, concedeu entrevista à Agência Efe em Mônaco, que neste fim de semana recebe a sétima etapa do campeonato da categoria. O tetracampeão mundial de Fórmula 1 falou sobre como é ser chefe de Nicolas, que está atrás dos brasileiros Lucas di Grassi e Nelsinho Piquet na disputa pelo título. Prost também contou como se tornou dono de escuderia na F-E e expressou suas impressões sobre a nova categoria, uma aposta da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e cujos carros têm motores elétricos. Agência Efe: Você é um ícone da Fórmula 1. O que faz agora em um campeonato como este? Alain Prost: É um projeto diferente, é um novo desafio. Ninguém quer ficar preso ao passado. Ainda tenho um papel na Fórmula 1 como embaixador de marca da Renault. Mas isso é diferente. Quando se pensa na Fórmula E, é preciso separar as coisas. Isso é muito importante. Efe: Quando você teve seu primeiro contato com a Fórmula E e quando decidiu participar dela? Prost: O primeiro contato foi há muito tempo. Começamos a falar disso há cinco ou seis anos, com Eric Barbaroux (criador do 'Formulec', primeiro 'esboço' de carro para a F-E) e com Ross Brawn, que também estava envolvido. Segui o projeto e lentamente pensei que o melhor era formar parte desta história desde o princípio, ser parte de uma das equipes e construir algo diferente. Foi um desafio e era um risco, mas tudo fica cada vez melhor. Muitos construtores estão entrando, e pode ser que se torne um sucesso, mas ainda resta muito caminho a percorrer. Efe: Sua equipe lidera o campeonato de construtores, e seus pilotos, seu filho Nicolas e o suíço Sebastien Buemi, são terceiro e quarto colocados na classificação geral. O objetivo é ganhar os dois campeonatos? Prost: Com certeza. Estamos concentrados nisso. Sabemos que vai ser difícil, porque dominávamos com clareza no começo do ano, mas agora perdemos um pouco de força. Portanto será um grande desafio. Efe: É difícil ser o chefe de seu próprio filho? Prost: Sim e não. Agora é mais fácil, porque ele já está reconhecido como um piloto de ponta. Para mim, ficou mais simples. Efe: Além do mais óbvio, quais são as maiores diferenças em relação à F-1 e o que mais e o que menos gosta na Fórmula E? Prost: Nunca comparo, como disse antes, porque seria estúpido. O que gosto da Fórmula E é que há uma competição acirrada, e acho que estamos dando um bom espetáculo. Tecnicamente, é muito interessante, também. E o que estamos fazendo agora é construir avanços em tecnologia, algo que também é fascinante. Efe: Mas é uma categoria menos estressante ou o contrário, por ser nova? Prost: Não, não. É a mesma coisa. O nível de estresse é o mesmo. Efe: Na Fórmula 1, você ganhou quatro vezes em Mônaco. O que sentiu ao ganhar aqui? Deve ter sido muito especial, não? Prost: Sim, foi. Mas agora quero voltar a ganhar aqui como dono de equipe (risos). Efe: Seu período triunfal na Fórmula 1 se associa à McLaren, com a qual você ganhou três de seus quatro títulos, um deles com motor Honda. O reencontro entre a equipe e a fabricante parece agora não estar indo bem. Qual é sua opinião a respeito? Prost: É um novo projeto, com um novo motor. Portanto, ainda vai levar várias corridas, talvez um ano inteiro. Não se pode chegar e ser competitivo como outras equipes como Mercedes, Red Bull e Ferrari. Elas já estavam no ano passado com o motor novo. Acho que a situação na McLaren atualmente é a normal. Efe: Há quem acredite que Fernando Alonso cometeu um erro ao assinar com a McLaren. Você concorda? Prost: A opção de Alonso é pessoal. Foi decisão dele. Certamente se quer estar no lugar adequado no momento adequado, mas é uma opção. Se ele é feliz assim, não há problema algum. Efe: Mas em quanto tempo você acredita que a McLaren voltará a ganhar? Prost: Não sabemos, ninguém sabe. Mas pode ser que levem menos do que pensamos. Mas ganhar o Mundial já seria dar outro passo, isso levaria mais tempo. EFE arh/id

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