Dois jovens brasileiros são contratados por time da MLB
Mais Esportes|Do R7
Duas promessas do beisebol brasileiro assinaram contratos com um dos clubes da Major League Baseball (MLB), a principal liga da modalidade no mundo, neste fim de semana. O arremessador Heitor Tokar e o jogador de campo interno Victor Coutinho, que jogavam pelo Marília, do interior paulista, fecharam vínculo de sete anos com o Houston Astros.
O acordo foi oficializado em evento realizado em uma churrascaria na zona Sul de São Paulo, no último domingo, primeiro dia do período de contratações de estrangeiros que completam 16 anos em 2017. Atendendo a um pedido da família dos jogadores, o valor das luvas negociadas não foram divulgadas.
As categorias de base da MLB, chamada de Grandes Ligas, são estruturadas na Minor League Baseball (MiLB), também conhecida como Ligas Menores. Este sistema é dividido em seis classes: Rookie, Rookie Advanced, Class-A, Class-A Advanced, Double-A e Triple-A. As 30 franquias da MLB possuem pelo menos um time afiliado em cada um dos níveis da MiLB.
Tokar e Coutinho irão começar pela primeira categoria, Rookie, disputando a Dominican Summer League (DSL, em tradução livre, Liga de Verão da República Dominicana). A dupla viajará já no próximo domingo para a América Central, onde irá conhecer e treinar com os novos companheiros. No entanto, os dois apenas entrarão efetivamente em campo no ano que vem.
Na próxima quinta-feira, o arremessador Eric Pardinho, principal revelação brasileira do beisebol, também poderá selar seu futuro. Neste dia, ele deverá confirmar as expectativas e assinar com o Toronto Blue Jays, com bônus de US$ 1,4 milhão (R$ 4,6 milhões).
Este valor seria o maior já pago a um jovem brasileiro na história. O número anterior era de US$ 880 mil (R$ 2,9 milhões, na cotação atual), recebidos pelo lançador Luiz Gohara do Seattle Mariners, em 2012.
Natural de Bastos, no interior de São Paulo, Pardinho surpreendeu os especialistas norte-americanos em setembro do ano passado, em Nova York, na etapa qualificatória do Clássico Mundial de Beisebol, a Copa do Mundo da modalidade. Na vitória por 10 a 0 sobre o Paquistão, o garoto, então 15 anos, lançou a bolinha a 151 km/h, velocidade nem sempre alcançada arremessadores profissionais da própria MLB.
Um levantamento da MLB divulgado em maio colocou o brasileiro como o quinto melhor jovem jogador estrangeiro disponível na janela de transferências atual. Contando apenas atletas da sua posição, ele era o primeiro da lista.
A projeção dos representantes da liga norte-americana no País é que entre seis ou sete jovens assinem durante o atual período de negociações. Todos seriam integrantes da Academia MLB Brasil, projeto tocado pela própria liga no CT Yakult, em Ibiúna, no interior de São Paulo.
Em maio, valendo ainda pelo ciclo iniciado em 2016, o arremessador Christian Rummel Pedrol assinou por sete anos com os Mariners. Na República Dominicana há pouco menos de dois meses, ele está esperando apenas a regularização do seu contrato para começar a jogar.
Sem contar Pedrol, o Brasil conta com 12 jogadores no sistema de ligas de beisebol dos Estados Unidos. Atualmente, apenas Yan Gomes, receptor do Cleveland Indians, está na divisão de elite, com outros 11 nas Ligas Menores, entre eles André Rienzo e Paulo Orlando, que já estiveram na MLB. Este último, inclusive, se tornou o primeiro nascido no País a ser campeão da World Series, como é chamada a grande final da liga, em 2015, com o Kansas City Royals.












