Djokovic supera Federer e fecha ano como número 1; Brasil faz bonito na Davis
Mais Esportes|Do R7
Douglas Rocha. Redação Central, 23 dez (EFE).- Roger Federer se mostrou "interminável" em 2014 e acrescentou seis troféus à sua estante, um deles inédito conquistado na Copa Davis, mas mesmo assim não conseguiu superar Novak Djokovic, que obteve os melhores resultados e fechou a temporada no topo do ranking mundial. Para o Brasil, mesmo sem resultados tão expressivos quanto os de 'Djoko' e Federer, o ano também foi de alguns momentos de brilho, como a vitória sobre a Espanha na Davis, que recolocou o país na elite da competição, e o vice-campeonato de Marcelo Melo na chave de duplas das Finais da ATP. No embate protagonizado pelo sérvio e o suíço pelo posto de número 1, 'Nole' ficou com apenas um troféu a mais, sete a seis, mas brilhou nos momentos mais importantes. O tenista de 27 anos começou mal o ano, sem conseguir o quarto título seguido e o quinto da carreira no Aberto da Austrália, em que caiu nas quartas de final diante do também suíço Stan Wawrinka, que viria a ser campeão. Na temporada de saibro, porém, as coisas começaram a melhor para Djokovic, que venceu o Masters 1000 de Roma e ficou em segundo em Roland Garros, perdendo a decisão para Rafael Nadal, eneacampeão. Já o atleta de 33 anos foi discreto, sem conquistas e apenas um vice, no Masters 1000 de Monte Carlo. Na grama sagrada de Wimbledon, aconteceu o ápice de 2014 para 'Djoko', que obteve o troféu no All England Club pela segunda vez na carreira e, devido a isso, voltou ao topo do ranking, superando Nadal, que caiu nas oitavas. A final foi justamente contra Federer, e o sérvio venceu por 3 a 2 em quase quatro horas de partida. O US Open foi ruim para os dois, que caíram nas semifinais, e teve uma final inédita, na qual o croata Marin Cilic superou o japonês Kei Nishikori. Ainda houve tempo para outra decisão entre Djokovic e Federer em 2014, mas nesta a bolinha amarela sequer quicou. Nas Finais da ATP, o suíço abandonou devido a um problema nas costas e perdeu por W.O., permitindo que o rival se sagrasse tetracampeão. Na época, foi especulado que o número 2 do mundo se poupou para o que viria cinco dias depois, a final da Copa Davis. Nela, ele até foi derrotado por Gael Monfils em simples, mas venceu Richard Gasquet e Julien Benneteau ao lado de Wawrinka nas duplas e o próprio Gasquet, marcando o último ponto da vitória por 3 a 1 sobre a França em Lille. Era a única glória que faltava para aquele que para muitos é o maior tenista da história. Para Nadal, que mais uma vez teve que lutar contra os problemas físicos, o ano não foi dos melhores. Uma lesão nas costas comprometeu seu começo de temporada, incluindo o desempenho na final do Aberto da Austrália. O nono título em Roland Garros foi o ápice, e depois entrou na descendente. Caiu nas oitavas em Wimbledon e ficou fora do US Open, por um problema no punho direito, e das Finais da ATP, em consequência de uma apendicite. Ele ainda desfalcou a Espanha na repescagem da Davis e assitiu pela televisão ao show de Thomaz Bellucci, que bateu Pablo Andújar e Roberto Bautista-Agut, e da dupla Bruno Soares e Marcelo Melo, que derrotou David Marrero e Marc López. Com isso, o Brasil voltará à elite em 2015 para encarar a Argentina. Bellucci teve bons resultados no ano, mas nenhum título. Foi às semifinais no Brasil Open, em São Paulo, e a cinco quartas de final, entre elas a do Rio Open. No feminino, Teliana Pereira fez história ao ser a primeira tenista do país a participar de um Grand Slam em 21 anos. Ela foi à segunda rodada de Roland Garros e caiu na estreia na Austrália, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Marcelo Melo fez bonito com o vice das Finais da ATP e o título do ATP 250 de Auckland, fechando o ano como sexto melhor duplista do mundo. Bruno Soares, que venceu o Masters 1000 de Montreal e o ATP 500 de Queen's, foi o décimo. No circuito feminino, Serena Williams terminou a temporada na liderança do ranking pela quarta vez na carreira, com direito ao sexto troféu do US Open, o terceiro obtido em sequência. A americana também venceu, entre outros, o Masters da WTA. Nos outros Grand Slams, a chinesa Na Li ficou com o título do Aberto da Austrália, a russa Maria Sharapova levou a melhor em Roland Garros e a tcheca Petra Kvitova triunfou em Wimbledon. EFE dr/id











