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Diretor de Segurança da Fifa diz que invasão no Maracanã foi vergonhosa

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A invasão ao centro de imprensa do Maracanã momentos antes do jogo entre Chile e Espanha foi classificada como vergonhosa pelo diretor de segurança da Fifa, Ralf Mutschke, que prometeu medidas para evitar a repetição desse tipo de episódio.

Até agora, 288 torcedores foram detidos na Copa do Mundo e 77 impedidos de entrar no Brasil para o Mundial. A invasão ao centro de mídia foi a segunda no Maracanã nos dois jogos realizados no estádio nessa Copa.


“Foi vergonhoso e temos que proteger a imprensa e os jornalistas. Eles entraram por um portão externo, arrombaram e correram para o perímetro interno", disse a jornalistas. “Todos estamos sentados para avaliar a situação e ter certeza que isso não vai se repetir.”

A Fifa, Comitê Organizador Local (COL), o governo federal e autoridades de segurança do Rio avaliam ajustes a serem adotados na operação do estádio Maracanã em dias de jogos, após o incidente antes da partida entre Chile x Espanha.


“Em todos os jogos, deslocamentos de seleções, treinos e em outros eventos, temos um processo de avaliação para ver o quão adequado está o planejamento, se algo precisa melhorar. Isso é rotina", disse o secretário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues, em comunicado divulgada pela Presidência da Repúblico.

"Quando os problemas são identificados, fazemos uma ação corretiva. O mesmo ocorre aqui no Maracanã. Seguramente, amanhã teremos algumas novas definições operacionais”, disse Rodrigues.


O plano de segurança nas arenas da Copa do Mundo dá a agentes privados (stewards) a responsabilidade pela operação nos portões e dentro dos estádios, mas a segurança pública pode ser acionada em caso de necessidade.

Para o gerente-geral de segurança do COL, Hilário Medeiros, "não faltou segurança privada”.


O chefe da segurança do COL afirmou que uma readequação no esquema de segurança será feita para os próximos jogos. No domingo, jogam no Maracanã Rússia e Bélgica, e na semana que vem, França e Equador. A arena ainda será palco da final da Copa em 13 de julho.

"Todos envolvidos estão trabalhando para que fatos como esse não voltem a ocorrer. Mas estamos discutindo operação, não são questões de estrutura, por isso, as correções já serão feitas no próximo jogo”, explicou Medeiros.

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(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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