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Deschamps, de capitão a técnico da França

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Capitão que levantou a taça do único título mundial da França em 1998, Didier Deschamps quer mostrar que também tem estrela como treinador e espera transmitir sua cultura da vitória aos Bleus na Copa do Mundo no Brasil.

Hoje com 45 anos, o ex-volante incansável foi um dos jogadores mais vitoriosos da história do futebol, tanto com seus clubes quanto com a seleção francesa.


Com 'Les Bleus', foi líder em campo da geração dourada que conquistou a Copa do Mundo em casa em 1998, com vitória por 3 a 0 sobre o Brasil na final, antes de sagrar-se campeã europeia em 2000.

Ele também soma duas Ligas dos Campeões no currículo, uma com o Olympique de Marselha (1993), a única da história do futebol francês, e outra com a Juventus (1996), com a qual também foi campeão mundial no mesmo ano.


Deschamps também soma nada menos de cinco títulos nacionais, dois na França com o Olympique (1990 e 1992) e três na Itália com a 'Juve'.

Também teve passagem vitoriosa no Chelsea, com o qual conquistou a Copa da Inglaterra em 2000, na época em que o clube londrino ainda não contava com os investimentos milionários do russo Roman Abramovitch.


Como treinador, o francês também teve uma trajetória vitoriosa: faturou o título francês em 2010, acabando com 18 anos de seca do Olympique, e levou o surpreendente Mônaco à final da Liga dos Campeões em 2004, perdendo por 3 a 0 para o Porto de José Mourinho.

No comando da seleção francesa desde 2012, substituiu outro jogador emblemático dos 'Bleus' de 1998, o zagueiro Didier Deschamps.


Em novembro do ano passado, sua fama de vencedor quase sofreu um grande baque com a derrota por 2 a 0 para a Ucrânia na repescagem da Copa do Mundo.

O revés, porém, acabou produzindo o efeito contrário. Motivados por Deschamps, Ribéry e companhia conseguiram a classificação de forma heroica por 3 a 0 no Stade de France, palco do título de 1998, e reconquistaram a confiança da torcida.

O técnico queria evitar a qualquer custo reviver a pior desilusão da sua carreira de jogador, quando a França perdeu por 2 a 1 para a Bulgária em pleno Parque dos Príncipes, na última rodada das eliminatórias, e ficou fora do Mundial de 1994, nos Estados Unidos.

Desta vez, os franceses terminaram em segundo lugar da sua chave nas eliminatórias da sua chave, atrás da campeã mundial Espanha, em campanha irregular, com alguns lampejos, com o empate em 1 a 1 com a 'Roja' em Madri arrancado com o um gol marcado nos acréscimos por Olivier Giroud.

Depois daquela partida, outro ídolo francês, Michel Platini, chegou a ironizar sobre a 'estrela' do conterrâneo.

"Napoleão dizia que, para vencer batalhas, era preciso ter bons soldados e ter sorte. Didier sempre teve sorte. Estou me perguntando se ele não caiu numa pia de água benta", brincou o hoje presidente da Uefa.

Natural de Bayonne, no país basco francês, Deschamps estreou como profissional aos 17 anos com o Nantes, um dos melhores clubes formadores do país.

Desde então, mesmo não sendo um primor de técnica, levantou inúmeros troféus graças à sua inteligência tática e ao seu espírito de liderança.

Essas qualidades já anunciavam que ele tinha tudo para virar um grande técnico. No comando dos 'Bleus', porém, Deschamps ainda não convenceu.

Em 19 partidas, foram nove vitórias, 4 empates e 6 derrotas, uma delas diante do Brasil, que devolveu o 3 a 0 de 1998 em amistoso disputado em junho do ano passado em Porto Alegre.

"Não me divirto com o jogo, apenas com a vitória", resumiu o técnico em entrevista ao jornal Libération.

Deschamps espera fazer uma boa campanha no Brasil, mas também tem como objetivo fazer com que jovens talentos como o volante Pogba amadureçam para brilhar na Eurocopa de 2016, que a França disputará em casa.

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