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Derrota para seleção de "pequena mancha no Pacífico" causa polêmica na Índia

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Nova Délhi, 17 jun (EFE).- Resultado que passou despercebido entre tantos outros das Eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo de 2018, a derrota da Índia para Guam por 2 a 1, pela segunda rodada da segunda fase, gerou polêmica no país de 1,25 milhão de habitantes, que caiu diante de uma ilha que não tem 200 mil. O duelo aconteceu nesta terça-feira, com a "pequena mancha situada no meio do Oceano Pacífico", conforme descreveu o jornal "Deccan", venceu, promovendo uma lição de futebol e também de geografia para os indianos. No estádio, ou melhor, no centro de treinamento da Federação de Guam, onde o jogo aconteceu, o zagueiro Brandon McDonald abriu o placar para os anfitriões aos 37 minutos do primeiro tempo, e o atacante Travis Nicklaw ampliou aos 17 da etapa final. Nos acréscimos do segundo tempo, o atacante Sunil Chhetri descontou. "A Índia não só não sabe onde está Guam, mas não sabe também como jogam. Daí acontece isso, de se fazer um jogo medíocre contra um oponente muito ligado", diz a matéria sobre a partida, publicada nesta quarta-feira no "Deccan". 'Matao', como se chama em Guam a seleção de futebol do país, havia conseguido a primeira vitória de sua história na quinta-feira passada, sobre o Turcomenistão por 1 a 0, também em casa, assim, lidera o grupo D das Eliminatórias. "Estas vitórias mostram aos jovens do país que os sonhos podem se realizar, se você trabalha para alcancá-los", disse o capitão da equipe, Jason Cunliffe, de acordo com o jornal local "Guam Pacific Daily News". Além de Guam, que é líder, e Índia, que é lanterna, Omã e Irã também estão na chave. As duas seleções só entraram em campo uma vez. Participantes da última Copa do Mundo, os iranianos empataram ontem com o Turcomenistão, fora de casa, em 1 a 1. O início do gigante asiático na competição, no entanto, decepcionou muito os torcedores e a imprensa, principalmente por acontecer um ano após a criação da Super Liga, que teve craques como Alessandro Del Piero, Robert Pires, David Trezeguet, e técnicos internacionais como Zico, Marco Materazzi e David James. Na estreia nas Eliminatórias, em que quatro seleções garantem vaga direta e uma vai à repescagem, a Índia já havia perdido para Omã por 2 a 1, em casa. As duas derrotas incomodaram, mas a de ontem é que acabou sendo tratada como um verdadeiro vexame. "Se a Índia não pode atuar pressionada por 4,5 mil torcedores em uma minúscula ilha do Pacífico, como esperam fazer isso diante de melhores seleções, em estádio maiores?", questionou o jornal indiano "FirstPost". Já o "Indian Express" lembrou do histórico de Guam no futebol, e goleadas como as sofridas nas Eliminatórias para a Copa de 2002, a última em que participou, perdendo para o Irã por 19 a 0 e para o Tadjiquistão por 16 a 0. Depois do fim a partida de ontem, o técnico inglês Stephen Constantine, que comanda a seleção indiana desde janeiro, em segunda passagem, após ficar na função de técnico entre 2002 e 2005, admitiu ter ficado "muito decepcionado". De acordo com o treinador, a evolução do futebol de Guam vem se dando pela "melhor educação futebolística" que recebem, já que a maioria deles é formado nos Estados Unidos, alguns, inclusive, defendendo equipes de ligas secundárias. EFE mt-jlp/bg

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