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"Derrota para o Real Madrid não significa adeus ao título", afirma Godín

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Madri, 4 fev (EFE).- Uma derrota para o Real Madrid no clássico do próximo sábado não representará um adeus à briga pelo título do Campeonato Espanhol, afirmou nesta quarta-feira o zagueiro uruguaio e capitão do Atlético de Madrid, Diego Godín. "Nós queremos ganhar, tirar pontos do Real Madrid e de outros que vêm atrás de nós como o Valencia e o Sevilla. Mas não acho que uma derrota signifique dizer adeus à competição. Eles também têm partidas complicadas conosco ou com o Barcelona. Tem muito campeonato para dizer que algo está decidido", afirmou o defensor. Em entrevista coletiva realizada após o treino de hoje na Cidade Esportiva de Majadahonda, Godín se mostrou concentrado na partida, independentemente do resultado do confronto entre Real Madrid e Sevilla, adiado em dezembro por causa do Mundial de Clubes e que será disputado hoje. Em caso de vitória, o Real abrirá sete pontos de vantagem para o Atlético. Porém, se a equipe de Carlo Ancelotti for derrotada hoje e no clássico de sábado, a distância entre os rivais da capital espanhola pode chegar a apenas dois pontos. "Não pensamos no que vai ocorrer nesta noite, mas em ganhar do Real Madrid e encurtar a distância para o primeiro posto, mantendo vantagem para as equipes que vêm atrás de nós", disse o zagueiro. Godín afirmou que espera enfrentar o "melhor Real Madrid" no clássico, principalmente porque os 'galáticos' terão a volta de Cristiano Ronaldo após a suspensão de dois jogos. O capitão uruguaio explicou que o treinador Diego Simeone treinou a recomposição defensiva da equipe, especialmente depois do gol sofrido em um contra-ataque no clássico contra o Barcelona na eliminação da Copa do Rei. A jogada também é vista como um das principais ameaças do setor ofensivo do Real. "Estamos trabalhando para resistir aos pontos fortes do Real e um deles é o contra-ataque. Eles têm jogadores velozes e precisos. Tentaremos estar muito atentos quando estivermos atacando, porque quando eles recuperam a bola, são um dos times mais perigosos do mundo", alertou Godín. O Atlético vem de uma sequência de bons resultados contra a equipe dirigida por Ancelotti, mas, para Godín, o retrospecto não é suficiente para tornar os 'colchoneros' em favoritos no confronto. Porém, o zagueiro admitiu que, desde a final da Copa do Rei de 2013, que terminou com vitória por 2 a 1, os comandados de Simeone "encontraram uma forma" de bater os rivais. Godín aproveitou a entrevista coletiva para criticar os analistas que afirmam que o Atlético é uma equipe violenta e pediu para que a imprensa pare de insistir no assunto. "Não sabemos de onde vem essa história. Competimos do mesmo jeito há anos. Tudo que alcaçamos foi na base do esforço, do trabalho, jogando bem e sendo intensos no jogo, mas não há violência", minimizou o capitão uruguaio. O zagueiro se esquivou quando perguntado sobre o possível interesse do clube em seu compatriota Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, negociação que pode incluir a saída do croata Mario Mandzukic. "Jogo com ele (Cavani) na seleção. Não escutei nada do Madzukic, nem do Edinson, mas tudo que seja positivo para a equipe é bem-vindo", respondeu. EFE mam/lvl

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